Diário Eletrônico

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO

D.E.

Publicado em 04/04/2013
APELAÇÃO CRIMINAL Nº 0006745-19.2004.4.03.6181/SP
2004.61.81.006745-1/SP
RELATORA : Desembargadora Federal VESNA KOLMAR
APELANTE : Justica Publica
APELADO : LUIZ ANTONIO DA SILVA LEME
: JOSE LAERCIO SOARES
: ADAUTO JOSE DE FREITAS ROCHA
ADVOGADO : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO e outro
REU ABSOLVIDO : JOSE OCTAVIO DA SILVA LEME NETO

EMENTA

PENAL. ARTIGO 168-A, § 1º, I, c.c ARTIGO 71, AMBOS DO CÓDIGO PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. INAPLICABILIDADE DE CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DE CULPABILIDADE POR INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. DOSIMETRIA DA PENA. PENA-BASE FIXADA NO MÍNIMO LEGAL, MAJORADA EM RAZÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA (CONTINUIDADE DELITIVA). REGIME INICIAL ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE POR DUAS RESTRITIVAS DE DIREITOS PARA CADA RÉU, CONSISTENTES EM DUAS PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS À COMUNIDADE. RECURSO PROVIDO.
1. Os réus foram denunciados como incursos nas sanções do artigo 168-A, § 1º, I, c.c artigo 71, ambos do Código Penal.
2. Autoria e materialidade comprovadas. Conjunto probatório mostra de forma clara e segura que os réus praticaram o delito em questão ao deixarem de recolher ao INSS as contribuições previdenciárias descontadas dos empregados da empresa que administravam à época dos fatos.
3. Inaplicável à espécie a causa supralegal de exclusão da culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa invocada, uma vez que não demonstrado nos autos o comprometimento do patrimônio pessoal dos acusados visando à regularização da situação de insolvência da empresa, capaz de justificar a violação de suas obrigações fiscais, sendo de rigor a condenação.
4. Dosimetria da pena. Pena-base fixada em 2 (dois) anos de reclusão, majorada de 2/3 (dois terços) para 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, considerando a aplicação da causa de aumento prevista no artigo 71 do Código Penal, que restou definitiva para cada réu. Pena de multa fixada em 16 dias-multa, à razão de 1/30 (um trinta avos) do salário mínimo cada, em relação a cada um dos acusados. Fixado o regime inicial aberto para cumprimento das penas corporais, nos termos do artigo 33, § 2º, "c", do Código Penal.
5. Substituição das penas privativas de liberdade por duas restritivas de direitos para cada réu, consistentes em duas prestações de serviços à comunidade, nos termos do artigo 44, § 2º, do Código Penal.
6. Recurso a que se dá provimento.


ACÓRDÃO

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por unanimidade, dar provimento à apelação, nos termos do relatório e voto que fazem parte integrante do presente julgado.


São Paulo, 26 de março de 2013.
Vesna Kolmar
Desembargadora Federal


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APELAÇÃO CRIMINAL Nº 0006745-19.2004.4.03.6181/SP
2004.61.81.006745-1/SP
RELATORA : Desembargadora Federal VESNA KOLMAR
APELANTE : Justica Publica
APELADO : LUIZ ANTONIO DA SILVA LEME
: JOSE LAERCIO SOARES
: ADAUTO JOSE DE FREITAS ROCHA
ADVOGADO : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO e outro
REU ABSOLVIDO : JOSE OCTAVIO DA SILVA LEME NETO

RELATÓRIO

A EXCELENTÍSSIMA SENHORA DESEMBARGADORA FEDERAL VESNA KOLMAR: Trata-se de apelação criminal interposta pelo Ministério Público Federal contra a r. sentença que absolveu Luiz Antônio da Silva Leme, José Laércio Soares e Adauto José de Freitas Rocha, com fulcro no artigo 386, VI, do Código de Processo Penal, bem assim absolveu José Octávio da Silva Leme Neto, com fundamento no artigo 386, IV, das acusações que lhes foram imputadas com base no artigo 168-A, § 1º, I, c.c artigo 71, ambos do Código Penal.


Nas razões de apelação, o Ministério Público Federal sustenta a não caracterização de causa supralegal de excludente de culpabilidade em razão de inexigibilidade de conduta diversa, por não restar satisfatoriamente comprovada situação de dificuldade econômica dos acusados capaz de justificar o não recolhimento da exação previdenciária devida. Pugna, a final, pela condenação dos réus Luiz Antônio da Silva Leme, José Laércio Soares e Adauto José de Freitas Rocha.


Foram oferecidas contrarrazões pelos réus Luiz Antônio da Silva Leme, José Laércio Soares e Adauto José de Freitas Rocha (fls. 840/850).


A Procuradoria Regional da República, por sua ilustre representante, Dra. Mônica Nicida Garcia, opina pelo provimento do recurso interposto.


É o relatório.


À revisão.



Vesna Kolmar
Desembargadora Federal


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APELAÇÃO CRIMINAL Nº 0006745-19.2004.4.03.6181/SP
2004.61.81.006745-1/SP
RELATORA : Desembargadora Federal VESNA KOLMAR
APELANTE : Justica Publica
APELADO : LUIZ ANTONIO DA SILVA LEME
: JOSE LAERCIO SOARES
: ADAUTO JOSE DE FREITAS ROCHA
ADVOGADO : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO e outro
REU ABSOLVIDO : JOSE OCTAVIO DA SILVA LEME NETO

VOTO

A EXCELENTÍSSIMA SENHORA DESEMBARGADORA FEDERAL VESNA KOLMAR: Luiz Antônio da Silva Leme, José Laércio Soares e Adauto José de Freitas Rocha foram denunciados como incursos nas penas do artigo 168-A, § 1º, I, c.c artigo 71, ambos do Código Penal, em razão de a empresa da qual eram administradores à época dos fatos ter deixado de recolher aos cofres do INSS, no prazo legal, as contribuições previdenciárias descontadas de seus empregados.


Passo à análise do recurso interposto.


Consta da denúncia que:


(...) Luiz Antonio da Silva Leme, José Laércio Soares, Adauto José Freitas Rocha e José Octávio da Silva Leme Neto deixaram de recolher, na época própria, contribuição devida à Seguridade Social e arrecadada de seus empregados (segurados), cometendo, desta forma, o delito previsto no art. 168-A, § 1º, I, do Código Penal.
Tal fato ocorreu nos períodos de 06/00 a 05/03, sendo certo que os ora denunciados são representantes legais do "Hospital Montreal S/A", tendo recolhido, durante a gerência desta sociedade, contribuições sociais dos empregados, deixando, contudo, de repassá-las a autarquia previdenciária, acarretando um débito, na época, de R$ 855.470,57 (oitocentos e cinqüenta e cinco mil, quatrocentos e setenta reais e cinqüenta e sete centavos) referente à NFLD nº 35.506.528-2, para com o Instituto Nacional do Seguro Social, conforme Discriminativo Sintético de Débito acostado à peça de informação (fls. 13/17).
A materialidade delitiva está comprovada através dos documentos fiscais juntados aos autos, em especial da NFLD nº 35.506.528-2 (fl. 06), cujo débito não foi quitado ou parcelado havendo a inscrição em dívida ativa.
Por sua vez, a prova da autoria do crime encontra-se estampada nos Contratos Sociais de fls. 70/76.

Do exame dos autos, verifico que a materialidade do delito restou amplamente demonstrada, conforme se infere do Relatório de Representação Fiscal para Fins Penais emitido pela Gerência Executiva do INSS em Osasco (fls. 09/257), que conclui pelo não recolhimento àquela autarquia das contribuições previdenciárias descontadas dos empregados da empresa Hospital Montreal S/A no período de 06/2000 a 05/2003, totalizando à época o valor de R$ 855.470,57 (oitocentos e cinqüenta e cinco mil, quatrocentos e setenta reais e cinqüenta e sete centavos).


Igualmente incontroversa revela-se a autoria, conforme admitido pelos réus em seus interrogatórios judiciais, gravados em mídia digital (fls. 707/712), no sentido de reconhecer a decisão de não efetuar referido recolhimento fiscal diante da situação deficitária na qual se encontrava a empresa que administravam à época dos fatos.


Assim, comprovadas a materialidade e a autoria do crime, porquanto presentes nos autos elementos probatórios de que agiram voluntária e conscientemente com o fim de não recolher, no prazo legal, as contribuições previdenciárias descontadas dos empregados da empresa por eles gerida, restam mantidas as condenações com base no artigo 168-A, § 1º, I, c.c artigo 71, ambos do Código Penal.


Ressalte-se, a aplicação de causa supralegal de excludente de culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa, em razão de dificuldade financeira enfrentada por sociedade empresarial, só pode ser admitida em situações excepcionais, não decorrentes de inabilidade, imprudência ou temeridade em sua gestão e desde que comprovada situação de insolvência capaz de atingir o patrimônio pessoal de seus administradores, de modo a não lhes permitir outra alternativa que não a violação de suas obrigações fiscais visando à manutenção da empresa.


Na hipótese dos autos, verifica-se que a situação aflitiva alegada pelos acusados não restou devidamente comprovada, no sentido de haver comprometimento de seu patrimônio pessoal visando à regularização da insolvência da pessoa jurídica sob sua responsabilidade, tendo se valido unicamente de prova testemunhal para tanto, não havendo sequer cópias de suas declarações de Imposto de Renda a ensejar presunção de boa-fé nesse sentido.


Nesse sentido, o entendimento do Colendo STJ:


PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 619 DO CPP. AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO NO MONTANTE AUFERIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. DOLO GENÉRICO. ALEGAÇÃO DE DIFICULDADES FINANCEIRAS. ÔNUS PROBATÓRIO DA DEFESA. CONTINUIDADE DELITIVA. AUMENTO JUSTIFICADO PELO NÚMERO DE INFRAÇÕES COMETIDAS. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. Não existe violação ao art. 619 do CPP quando o Tribunal de origem pronuncia-se de forma clara e precisa sobre a questão posta nos autos, assentando-se em fundamentos suficientes para embasar a decisão. 2. A alegação de ausência de prova para a condenação no montante de R$ 46.582,72 exige a incursão no contexto fático-probatório dos autos, defesa em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 7/STJ. 3. O crime de apropriação indébita previdenciária tem sido entendido como crime omissivo próprio (ou omissivo puro), isto é, aquele em que não se exige necessariamente nenhum resultado naturalístico, esgotando-se o tipo subjetivo apenas na transgressão da norma incriminadora, no dolo genérico, sem necessidade de comprovação do fim especial de agir, ou dolo específico, consistente na vontade livre e consciente de ter a coisa para si (animus rem sibi habendi). 4. A impossibilidade de repasse das contribuições previdenciárias em decorrência de crise financeira da empresa constitui, em tese, causa supralegal de exclusão da culpabilidade - inexigibilidade de conduta diversa -, e, para que reste configurada, é necessário que o julgador verifique a sua plausibilidade, de acordo com os fatos concretos revelados nos autos, não bastando para tal a referência a meros indícios de insolvência da sociedade. 5. No crime continuado é indispensável que o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratique duas ou mais condutas delituosas da mesma espécie, nas mesmas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes. O aumento da pena pela continuidade delitiva se faz, basicamente, quanto ao art. 71, caput do Código Penal, por força do número de infrações praticadas. 6. Recurso especial parcialmente conhecido e improvido.
(RESP nº 200900624376, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, p. 14/10/2002)

A propósito, assim me posicionei a respeito da matéria:


PENAL E PROCESSO PENAL. APELAÇÕES CRIMINAIS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. DOLO GENÉRICO. DIFICULDADES FINANCEIRAS NÃO COMPROVADAS. CONTINUIDADE DELITIVA RECONHECIDA. PENA-BASE MAJORADA. GRAVES CONSEQUÊNCIAS. CONDENAÇÃO MANTIDA. 1. Materialidade comprovada por vários documentos constantes do procedimento administrativo. 2. Autoria demonstrada igualmente comprovada através do contrato social e respectiva alteração contratual da empresa em que o acusado era um dos sócios. 3. O tipo penal da apropriação indébita previdenciária é de natureza formal, e exige apenas o dolo genérico consistente na conduta omissiva de deixar de recolher, no prazo legal, contribuição destinada à Previdência Social que tenha sido descontada de pagamentos efetuados aos empregados. Não se exige do agente o "animus rem sibi habendi" dos valores descontados e não repassados, uma vez que a consumação do delito se dá com a mera ausência de recolhimento da contribuição. 4. A inexigibilidade de conduta diversa em razão de dificuldades financeiras, para que se caracterize como causa supralegal de exclusão da culpabilidade, exige que as dificuldades sejam de tal ordem que coloquem em risco a própria existência da empresa. 5. Apenas a impossibilidade financeira devidamente comprovada nos autos poderia justificar a omissão nos recolhimentos devidos à Previdência Social, devendo ainda ser esporádica, momentânea, e não uma situação habitual e prolongada indefinidamente por anos a fio. A empresa deve se utilizar de todos os meios legalmente possíveis para tentar saldar sua dívida para com a Previdência Social. 6. A defesa não conseguiu comprovar que as dificuldades financeiras vivenciadas pelo Sindicato foram diferentes daquelas comuns a qualquer atividade de risco, de modo a caracterizar a inexigibilidade de conduta diversa como excludente de culpabilidade. 7. A continuidade delitiva (artigo 71, do Código Penal) deve ser reconhecida, considerando-se a ofensa ao mesmo bem jurídico, e as mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução. 8. Pena-base majorada para 2 (dois) anos, 4 (quatro) meses e 15 (quinze) dias de reclusão e 53 (cinqüenta e três) dias-multa, em razão das graves conseqüências do crime decorrente do vultoso prejuízo aos cofres públicos. 9. Ausentes agravantes e atenuantes. 10. A pena deve ser aumentada em 1/3 (um terço), em razão do acusado ter deixado de repassar a Previdência Social contribuições relativas às competências relativas ao período de março de 2003 a julho de 2006, restando definitivamente fixada em 3 (três) anos e 2 (dois) meses de reclusão e 70 (setenta) dias-multa. 11. O regime inicial de cumprimento de pena, o valor unitário de cada dia-multa e a substituição da pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos devem ser mantidos nos moldes da sentença. 12. Apelação da defesa improvida e apelação da acusação provida para majorar a pena do réu para 3 (três) anos e 2 (dois) meses de reclusão e 70 (setenta) dias-multa.
(ACR nº 00008906520014036116, Rel. Des. Fed. Vesna Kolmar, p. e-DJF3 29/10/2012)

Assim a condenação é de rigor.


Passo à dosimetria da pena com relação aos acusados Luiz Antônio da Silva Leme, José Laércio Soares e Adauto José Freitas Rocha:


Verifico que os réus não possuem antecedentes, conforme certidões trazidas aos autos, razão pela qual fixo pena-base no mínimo legal de 2 (dois) anos de reclusão, para cada um, em atenção às circunstâncias judiciais (artigo 59 do Código Penal).


Ausentes circunstâncias agravantes ou atenuantes, na terceira fase aplico a causa de aumento prevista no artigo 71 do Código Penal para majorar a pena-base de cada acusado em 2/3 (dois terços), conforme entendimento desta E. Turma, considerando que a empresa em questão permaneceu por 35 (trinta e cinco) meses sem recolher ao INSS as contribuições previdenciárias descontadas de seus empregados, o que resulta na pena 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, que torno definitiva.


Quanto à pena de multa, em atenção aos mesmos critérios utilizados para a dosagem da pena privativa de liberdade, fixo-a em 16 dias-multa para cada réu, à razão de 1/30 (um trinta avos) do salário mínimo cada, tendo em vista a ausência de informações quanto à situação econômica.


Fixo o regime inicial aberto para o cumprimento da pena, nos termos do artigo 33, § 2º, "c" do Código Penal, em relação a todos os acusados.


Verifico que se encontram presentes os requisitos subjetivos para a substituição das penas privativas de liberdade, nos termos do artigo 44, § 2º do Código Penal, razão pela qual substituo a pena corporal de cada réu por duas restritivas de direitos, consistentes em duas prestações de serviços à comunidade, pelo mesmo tempo de duração daquelas, a serem definidas pelo Juízo das Execuções Penais.


Por esses fundamentos, dou provimento à apelação do Ministério Público Federal.


É o voto.


Vesna Kolmar
Desembargadora Federal


Documento eletrônico assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que instituiu a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, por:
Signatário (a): VESNA KOLMAR:10060
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Data e Hora: 17/01/2013 18:19:18