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AO LANÇAR REVISTA VIA LEGAL, MINISTRO BARROS MONTEIRO DIZ QUE 'COMUNICAÇÃO NÃO É MERA OPÇÃO POLÍTICA'

"Juiz não pode mais deixar de ser interlocutor com a sociedade", afirma ministro Gilson Dipp, também presente ao evento

O presidente do Conselho da Justiça Federal e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, e o coordenador-geral da Justiça Federal, ministro Gilson Dipp, lançaram nesta quinta-feira (27) a Revista Via Legal durante o 3º Encontro dos Assessores de Comunicação da Justiça Federal, em Brasília. O evento reúne desde ontem jornalistas de toda a Justiça Federal no auditório do STJ, numa iniciativa promovida pelo Conselho da Justiça Federal (CJF).

O ministro Barros Monteiro salientou que a comunicação é hoje atividade indispensável para que a Justiça Federal preserve sua imagem. "A divulgação dos atos institucionais não é mera opção política, mas obrigação", disse ao referir-se à influência das sentenças no funcionamento da economia, nas decisões políticas e na sociedade como um todo.

Ele manifestou seu orgulho ao lançar a Revista Via Legal, uma realização do Conselho da Justiça Federal e dos cinco Tribunais Regionais Federais e suas Seções Judiciárias. Ao lado do programa de TV Via Legal - considerada uma das produções de maior prestígio no Judiciário, com diversas premiações em âmbito nacional - e o programa Rádio Cidadania Judiciária, a revista "propõe-se a ser mais um veículo representativo da integração institucional, que deve contribuir para fortalecer a identidade institucional, tornando mais conhecida e respeitada a Justiça Federal".

Nas reportagens que tratam da 3ª Região se destacam o sucesso do sistema de Gestão Compartilhada implantado no Juizado Especial Federal de São Paulo, que reduziu de forma significativa o estoque de processos; a concessão de pensão por morte a uma aposentada de 102 anos e o trabalho dos tradutores da Escola de Magistrados (Emag) no acompanhamento de audiências com réus estrangeiros. O CJF encaminhará a publicação aos cinco TRFs para distribuição nas respectivas regiões.

Os membros consultivos do CPJUS - os assessores de comunicação dos Tribunais Regionais Federais e do Conselho da Justiça Federal - entregaram ao ministro uma placa comemorativa em agradecimento ao seu apoio nos lançamentos do programa Rádio Cidadania Judiciária e da Revista Via Legal.

Diálogo e imagem

Para o ministro Gilson Dipp, o juiz não pode mais deixar de ser interlocutor com a sociedade. "Nossa justiça é transparente em seus julgamentos e deve o ser em sua comunicação", afirmou. Apesar de considerar "tímido" o processo de equipar as assessorias de comunicação da Justiça Federal, ele elogiou a atuação dos profissionais que as compõem e sugeriu que os juízes tenham com eles maior proximidade, consultando-os sobre como e quando devem falar com a imprensa. "Há judicialização da política e politização do Judiciário. Não estamos mais isolados e precisamos do apoio e do conhecimento das assessorias de imprensa", disse.

O presidente da Ajufe, juiz federal Walter Nunes, elogiou o estabelecimento de uma política de comunicação social na Justiça Federal e disse que os juízes federais se sentem "desconfortáveis" com notícias negativas veiculadas na imprensa, principalmente no que se refere à área criminal, que deixam margem à interpretação de que a Polícia Federal atua sem distinções enquanto o Judiciário emite alvarás de soltura. Ele sugeriu que estas questões possam ser alvo de ações de comunicação que desmistifiquem esta imagem que se formou na sociedade. "Apesar de mais eficiente e transparente, a Justiça Federal ainda tem imagem negativa perante a sociedade".

Mas por quê a imprensa comete tantos erros em suas matérias sobre o Judiciário e como os juízes podem contribuir para evitar que isso aconteça? A pergunta procurou ser respondida no vídeo "Justiça É Notícia" produzido pelo CPJUS em parceria com a Assessoria de Comunicação do TRF3 e exibido na abertura do evento que trata do diálogo entre Justiça e Imprensa.

Ao ouvir jornalistas de renome da mídia nacional, o vídeo mostra que a linguagem excessivamente técnica, a recusa em dar declarações e muitas vezes explicar os motivos pelos quais não é possível comentar o assunto - atitudes comuns a muitos juízes -, geram desconhecimento, desinformação e, por vezes, erro por parte da imprensa. Para o jornalista Heródoto Barbeiro, da Rádio CBN e TV Cultura, um dos entrevistados no vídeo, "o juiz deve entender que ao falar com a imprensa ele está se dirigindo a toda a sociedade."

O 3º Encontro das Assessorias de Comunicação da Justiça Federal termina na tarde de hoje. Durante o dia serão apresentados painéis sobre as perspectivas para a produção audiovisual no Judiciário, o que a imprensa espera de uma assessoria de comunicação e planejamento de comunicação institucional.

Assessorias de Comunicação
Conselho da Justiça Federal e TRF3

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