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DOCUMENTÁRIO SOBRE ASSÉDIO CONTRA MULHERES É EXIBIDO AO PÚBLICO MASCULINO DO TRF3

Filme “Chega de Fiu Fiu” faz parte do Projeto Justiça, Gênero e Arte e já foi visto por funcionárias terceirizadas e servidoras do Tribunal

O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, mais duas sessões do documentário “Chega de Fiu Fiu”. Depois de exibições para o público feminino da Corte, colaboradores terceirizados e servidores do sexo masculino também puderam assistir ao filme.

A obra retrata o cotidiano de três mulheres que vivem em cidades brasileiras distintas e expõe como a violência de gênero é constantemente praticada. A mostra faz parte do projeto “Justiça, Gênero e Arte” e busca debater e refletir sobre a questão do assédio contra as mulheres.

A Diretora da Divisão de Desenvolvimento de Competências, a servidora Célia Regina Lopomo Pereira, fez a resenha do filme, dirigido por Amanda Kamancheck e Fernanda Frazão, na qual destaca a visão ampla que o documentário apresenta sobre o assunto, investigando causas, motivações e possíveis soluções para a violência contra o sexo feminino.

O documentário foi realizado sob a luz dos recentes movimentos organizados de combate ao assédio sexual e de acolhimento das vítimas. Compartilha experiências e casos vivenciados, expressando as percepções sobre o tema e a condição da mulher no mundo contemporâneo.

As sessões de exibição tiveram como debatedores o Juiz Federal Ricardo de Castro Nascimento e o servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região/SP Fabiano dos Santos, representante do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud).

Para o Magistrado, é difícil o homem reconhecer o machismo e a prática de assédio, pois é uma cultura que está enraizada. “Eventos como esse servem de reflexão e de respeito às mulheres. O homem precisa se conscientizar para a mudança desse hábito hostil, inclusive no ambiente de trabalho, onde elas também são vítimas. Passou da hora de superar os preconceitos”, afirmou.

Já o servidor Fabiano destacou que a discussão com o gênero masculino sobre o tema procura desmitificar também o senso comum dos homens de que não há problema em abordar uma mulher de forma indecente ou não autorizada na rua ou no transporte público com a desculpa de que se trata de um elogio.

“A exibição do filme e o debate são úteis para colocar o homem no lugar da mulher e refletir sobre o constrangimento e violência que elas sofrem. Não podemos fazer de conta que estas situações não existem”, ressaltou.

Os colaboradores também puderam falar da sua percepção sobre o filme. Para Evaldo do Nascimento Muniz, superior de segurança, o evento foi muito oportuno. “É um ponto de vista feminino que muitas vezes ignorávamos. Com o filme e o debate, temos oportunidade para analisar e refletir sobre a situação”, disse.

O empoderamento feminino, a busca por respeito e a igualdade entre os gêneros chamaram a atenção de Lucas dos Santos Rodrigues, funcionário terceirizado. “Sou jovem de 25 anos e acompanho o movimento acontecendo e denunciando as situações de abuso contra as mulheres. O homem precisa evoluir e reconhecer os seus erros. É um problema cultural que temos que superar”, concluiu.

Foto: ACOM/TRF3
Exibição do documentário Chega de Fiu Fiu para o público masculino do TRF3 trouxe ao debate o assédio praticado contra mulheres

 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3
 

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