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DIVERSIDADE E MERCADO DE TRABALHO É TEMA DE PALESTRA NO TRF3

Segundo professora, um ambiente diverso é mais acolhedor, criativo e produtivo

Como parte do Projeto “Justiça, Gênero e Arte 2019”, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) convidou a professora Eliane Leite Alcântara Malteze, Diretora da ETEC Pirituba e Conselheira do Plano de Menina, para conversar sobre Diversidade e Mercado de Trabalho com os colaboradores terceirizados. A palestra foi realizada, na segunda-feira (27/5), no auditório do TRF3.

Segundo a professora, as empresas estão revendo seus propósitos, verificando que precisam de diversidade não só em suas propagandas, mas diversidade de fato, começando por seus postos de trabalho. Raça, gênero, orientação sexual, religião, portadores de deficiências, para ela, quanto mais diversificado o ambiente, mais acolhedor, criativo e produtivo ele será.

“Aqui na Avenida Paulista, neste prédio, por exemplo, podemos perceber facilmente a diversidade que não existe nesses espaços. Quantos juízes são negros? Quantas mulheres estão em cargos de liderança? Quantos travestis ocupam postos de trabalho?”, questionou a palestrante.

“Mas a diversidade se encontra na limpeza, nos serviços gerais, na portaria, na recepção”, concluiu.

No entanto, o cenário está mudando. Eliane contou que cada vez mais é convidada para dar palestras em grandes empresas a fim de ensinar organizações a fazer inclusão.

“O segredo é baixar a régua. Contratar primeiro e treinar depois”, explicou.

Segundo ela, é cada vez maior o número de empresas que faz contratações às cegas: “Muitas estão deixando de avaliar se a universidade que o candidato cursou é de primeira linha, por exemplo.”

Para os terceirizados, a dica dela é sonhar: “Sonhem com um emprego melhor, com uma vida melhor, tracem um plano de vida. As empresas precisam de vocês. Não porque são boazinhas, mas para não serem mal vistas. E só poderemos ocupar esses espaços se estivermos estudando”.

Como começar?

A professora iniciou a palestra contando que fazer inclusão começa com a palavra respeito.

“O desafio é incluir aquele que é diferente de nós em nossas vidas, em nosso dia a dia. Precisamos tornar o nosso ambiente de trabalho respeitoso, um lugar onde o outro possa se sentir aceito, acolhido, feliz, livre para sonhar e crescer. Sentir que faz parte”, aconselhou.

Além disso, as pessoas anseiam por se verem representadas: “Quando assistimos a uma novela e vemos uma juíza negra, ficamos felizes, sentimos que podemos alcançar isso também”.

Por fim, ela deu várias dicas aos colaboradores de como finalizar o ensino fundamental e médio, pleitear bolsas de estudos, vagas de trabalho, entre outros.

Além das cotas

No serviço público, a Lei 12.990/2014 determina a reserva de 20% das vagas em concursos públicos no âmbito da Administração Pública Federal para negros e para pardos. Além disso, o Decreto n.º 3.298/1999 já havia estipulado a reserva de no mínimo 5% das vagas para portadores de deficiência.

Porém, para que essas vagas sejam ocupadas, a palestrante aconselha que o próprio órgão desenvolva projetos de mentoria que identifiquem, incentivem e auxiliem pessoas a alcançarem esses postos.

No último concurso para Juiz Federal Substituto da 3.ª Região (2017), dos 34 candidatos nomeados, quatro entraram pelo critério de cotas para negros e pardos. Já no último concurso para servidores (de 2015), das 42 nomeações, uma contemplou um deficiente e outras cinco, candidatos negros.

Fotos: Acom TRF3

Professora Eliane Leite Alcântara Malteze, Diretora da ETEC Pirituba e Conselheira do Plano de Menina

Equipe de colaboradores terceirizados participa da palestra sobre Diversidade e Mercado de trabalho
 

 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3

 

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