Capacitação foi destinada a juízes federais em início de carreira
A Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (Emag) concluiu, no dia 13 de março, o curso “Dilemas Éticos, Comunicação e Uso de Inteligência Artificial no Contexto da Magistratura”, destinado a juízes federais em início de carreira. As últimas atividades foram uma roda de conversa sobre “Vitaliciamento e os dois primeiros anos de carreira” e uma oficina de inovação.
A capacitação foi direcionada à terceira turma de magistrados empossados em junho de 2024. O XX concurso público da Justiça Federal da 3ª Região aprovou 104 candidatos.
O curso começou em 19 de fevereiro, com atividades presenciais e a distância. Foram promovidas palestras, aulas práticas e atividades com temas relacionados a ética, uso da inteligência artificial, redes sociais e comunicação.
Juízes federais em início de carreira concluem curso na Emag (Fotos: Acom/TRF3)
A coordenadora acadêmica da Emag (gestão 2024-26), desembargadora federal Renata Lotufo, e o coordenador do curso, juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida, participaram da roda de conversa “Vitaliciamento e os dois primeiros anos de carreira”. A direção da formação foi da desembargadora federal Marisa Santos, diretora da Emag no biênio 2024-26.
Renata Lotufo, também coordenadora da capacitação, destacou o encerramento de um ciclo iniciado na posse e a rápida consolidação na carreira dos magistrados em formação. “Como o tempo passa rápido, como vocês rapidamente já viraram a chave”, disse, dirigindo-se à turma.
Paulo Marcos Rodrigues de Almeida convidou os magistrados a refletirem sobre os desafios e conquistas vividos ao longo de quase dois anos de formação, bem como sobre as mudanças decorrentes do vitaliciamento.
“Essa experiência foi muito importante aos participantes. A atividade proporcionou diálogo, escuta e debate sobre dores e glórias desse período de um ano e nove meses para se tornarem juízes vitalícios.”
Coordenadores do curso Renata Lotufo e Paulo Marcos Rodrigues de Almeida
Os magistrados enaltecerem o curso e compartilharam experiências desses dois primeiros anos de magistratura. Gabriel Braga Camargos de Almeida Viana, da 1ª Vara-Gabinete do Juizado Especial Federal (JEF) de Barueri/SP, afirmou que ele próprio se tornou juiz federal por meio de um processo gradual, construído na prática diária, a cada audiência, despacho e experiência profissional.
“A magistratura não nasce pronta, mas se consolida com o tempo. A cada dia, a cada experiência, aprendemos algo novo.”
A juíza federal Jéssica Flores Silva, da 1ª Vara Federal de Ponta Porã/MS, destacou que sua atuação no munícipio sul-mato-grossense foi marcada por aprendizado intenso e desafiador. Para ela, a experiência foi única na formação profissional. “O que eu aprendi em Ponta Porã não sei se vou conseguir aprender em algum outro lugar”.
O juiz federal Maicon Natan Volpi, da 1ª Vara-Gabinete do JEF de Araraquara/SP, ressaltou os desafios de atuar como substituto, conciliando a gestão da vara com o respeito à titularidade, especialmente na organização de um juizado itinerante.
“A experiência ampliou a minha visão institucional, permitindo compreender o outro lado da gestão judicial, da política judiciária, com resultados positivos para o atendimento da demanda social”.
Juízes federais debatem dilemas éticos e compartilham experiências
Oficina de inovação
No último dia, além da roda de conversa, ocorreram atividades presenciais. Inicialmente, houve uma oficina com a ferramenta “design thinking”, no Laboratório de Inovação da Justiça Federal de São Paulo (iJuspLab), com apoio do Laboratório de Inovação do TRF3 (iLabTRF3).
O iJuspLab e o iLabTRF3 utilizam a metodologia “design thinking” no desenvolvimento de soluções para problemas complexos, por meio de uma abordagem prática e humanizada, centrada no usuário. A metodologia se baseia em valores como empatia, colaboração e experimentação.
O juiz federal Eliezer Mota Pernambucano, do JEF de Limeira/SP, destacou que a oficina oferece um ambiente informal e favorece a integração, diferente da rotina formal do Judiciário, estimulando o pensamento “fora da caixa”.
“O uso de técnicas como ‘design thinking’, recursos visuais, materiais simples e uma arquitetura pensada para a criatividade ajuda a tirar os magistrados da zona de conforto. Isso facilita a troca espontânea entre colegas e a criação de ideias novas que podem melhorar o dia a dia das unidades, algo bem diferente de um seminário tradicional”, disse.
Magistrados participam de oficina de “design thinking” no iJuspLab
A laboratorista do iLabTRF3 Camila Godói Hampariam afirmou que o simples fato de juízes participarem de uma oficina de “design thinking” em um laboratório de inovação já é uma ação inovadora e disruptiva.
“O espaço permite que os magistrados saiam da rotina de trabalho e se reúnam em um ambiente propício à escuta, ao compartilhamento de dificuldades e à geração de novas ideias. Assim, potencializam ainda mais a criação de soluções, tornando a iniciativa muito rica e, por si só, bastante inovadora”, disse.
Segundo o laboratorista do iJuspLab Luiz Guilherme Martins, o Laboratório de Inovação é apresentado aos juízes por meio de uma oficina simulada, na qual eles conhecem todas as etapas do ‘design thinking’, desde a imersão no problema até a criação de um protótipo.
Na oficina, os magistrados apontaram desafios da rotina profissional, produziram ideias de solução e selecionaram as mais relevantes e viáveis.
“O método é dinâmico, colaborativo e com tempo limitado. O ambiente do laboratório, mais visual e interativo, favorece a geração rápida de ideias, diferente de seminários tradicionais”, destacou.
Terceira e última turma que concluiu o curso de inovação
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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