Cotrim Guimarães destacou gestão, proximidade institucional e modernização das correições
O corregedor regional da Justiça Federal da 3ª Região, desembargador federal Cotrim Guimarães, participou nesta quinta-feira, 19 de março, de uma conversa com os novos juízes federais substitutos na Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (Emag).
O encontro integrou o curso de formação inicial dos 31 magistrados aprovados no XXI Concurso Público e trouxe reflexões sobre responsabilidade institucional, gestão judiciária e o papel da Corregedoria Regional.
Na exposição, o corregedor ressaltou que a atual gestão busca uma Corregedoria mais próxima, colaborativa e atenta às realidades específicas de cada unidade, rompendo com modelos genéricos de inspeção.
O desembargador apresentou quatro perspectivas que a Corregedoria Regional busca para o biênio 2026-2028: foco na gestão das unidades judiciárias e administrativas, capacitação de servidores, reconhecimento de boas práticas e acompanhamento semestral do cumprimento das recomendações realizadas pelo órgão.

Conversa do corregedor regional com os novos juízes federais substitutos
Cotrim Guimarães destacou que está reorganizando equipes internamente para que todos conheçam integralmente o funcionamento da Corregedoria. Ele ressaltou a importância da gestão judicial como instrumento de eficiência e bem-estar e reforçou que conhecimento jurídico e autoridade não podem ser dissociados da capacidade de gestão.
“A gestão é o uso de uma estratégia adequada para facilitar o fim. O objetivo é atingir o interesse do jurisdicionado. O juiz tem que estar preparado para ser um gestor”.
Entre os pontos abordados, Cotrim destacou a necessidade de comunicação interna, planejamento, valorização de servidores e delegação consciente. E orientou que os juízes reconheçam as habilidades de suas equipes e façam a delegação de atividades aos servidores. “Isso não implica abdicação, mas compartilhamento responsável”, afirmou.
Gestão em sentenças e capacitação
O magistrado também falou sobre a relação entre gestão e produção decisória. Usando como exemplo processos complexos de usucapião, ressaltou que juízes não devem se prender a longos relatórios. Para ele, decisões curtas e objetivas, quando juridicamente adequadas, podem ser mais eficientes: “a sentença também tem suas técnicas de gestão”.

Renata Lotufo, Cotrim Guimarães e Paulo Marcos Rodrigues de Almeida na Emag
Cotrim anunciou que, após cada inspeção, haverá um acompanhamento semestral das determinações. Também adiantou que a gestão atual criará premiações para boas práticas das unidades, incentivando produtividade, eficiência administrativa e qualidade no atendimento. As unidades que se destacarem poderão, futuramente, ser submetidas a correições virtuais, reduzindo a necessidade de deslocamento de equipes.
O corregedor informou, ainda, que a Corregedoria trabalha em parceria com a Escola de Servidores da Justiça Federal de São Paulo em um curso de capacitação técnica para técnicos, analistas e diretores de secretaria, com módulos em processo civil, penal, previdenciário e execução fiscal.
Cotrim apresentou sua equipe de servidores, que explicou o funcionamento, a estrutura e as atividades desenvolvidas pela Corregedoria. Encerrou a exposição com esclarecimento de dúvidas e convidou os novos juízes a manterem um canal aberto com o órgão. E concluiu desejando sucesso aos magistrados recém-empossados.
O encontro fez parte da programação de acolhimento e formação dos novos juízes. A conversa contou com a presença dos coordenadores do curso: a desembargadora federal Renata Lotufo e o juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida.
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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