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29 / junho / 2026
Justiça em Números 2026: Seção Judiciária de São Paulo atinge 100% do IPC-Jus

Indicador avalia o quanto cada órgão consegue produzir em relação aos recursos humanos e financeiros 

A Seção Judiciária de São Paulo atingiu 100% do Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus). A informação está no relatório Justiça em Números 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os dados foram apresentados em 23 de junho.  

O IPC-Jus é um método que estabelece comparações sobre o que cada órgão consegue produzir considerando-se os recursos humanos e financeiros.  

De acordo com o relatório do CNJ, a Seção Judiciária de São Paulo atingiu 100% do IPC-Jus na Justiça Federal. A unidade foi a única que obteve o melhor resultado nas três dimensões analisadas (taxa de congestionamento líquida, produtividade e despesa total). 

O Justiça em Números é a principal fonte das estatísticas oficiais do Poder Judiciário. Desde 2004, o documento divulga a realidade dos tribunais brasileiros, com detalhamentos da estrutura e litigiosidade, além dos indicadores e das análises essenciais para subsidiar a gestão judiciária brasileira. 

Relatório de 2026 

O Justiça em Números 2026 mostrou que o Poder Judiciário encerrou 2025 com 75,5 milhões de processos em tramitação. O resultado representa redução de 3,4 milhões de ações em relação ao ano anterior, uma queda de 4,3%, e deixa o acervo em patamar inferior ao registrado entre 2020 e 2023. 

Em 2025, ingressaram 40,9 milhões de processos judiciais, 1,4 milhão a mais do que em 2024. Esse foi o maior volume de casos novos da série histórica, iniciada em 2009. 

O Índice de Atendimento à Demanda ficou em 110,4%. Isso significa que, para cada 100 processos que ingressaram no Judiciário em 2025, cerca de 110 foram baixados. O índice ficou acima do verificado nos países europeus acompanhados pela Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (CEPEJ), onde a média foi de 100,9%. 

A taxa de congestionamento do Poder Judiciário foi de 62,6%, redução de 0,8 ponto percentual em relação a 2024. O indicador mostra a proporção de processos que permaneceram pendentes ao final do período em relação ao total que tramitou no ano. A taxa líquida, que desconsidera processos suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório, caiu para 56,6%, o menor valor da série histórica.   

A Justiça Federal finalizou o ano de 2025 com 10,9 milhões de processos pendentes aguardando alguma solução definitiva. Destes, 3,6 milhões (33%) estavam suspensos, sobrestados ou em arquivo provisório, aguardando alguma situação jurídica futura. 

Desconsiderados tais processos, tem-se que, ao final do ano de 2025, existiam 7,3 milhões de processos judiciais efetivamente tramitando. 

O ano de 2025 também encerrou com redução de grande quantidade de processos: o acervo da Justiça Federal diminuiu em cerca de 693 mil processos, alcançando patamares equivalentes ao acervo mensurado há cinco anos.  

A queda em 2025 é explicada pela extinção de cerca de 500 mil processos que tramitavam nos Juizados Especiais do TRF3 referentes à correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em razão do julgamento da ADI 5.090 pelo Supremo Tribunal Federal.   

Outros dados 

A conciliação solucionou 11,2% dos processos em 2025, leve aumento em relação aos 11% registrados em 2024. Na fase de execução, o índice passou de 6,7% para 7,5% no período. 

Os maiores percentuais de conciliação foram observados na fase de conhecimento da Justiça do Trabalho, com 38%; na execução dos Juizados Especiais Federais, com 21%; e na execução de títulos extrajudiciais não fiscais na Justiça Estadual, com 28%. 

No segundo grau, os índices de conciliação costumam ser mais baixos. Destaque para o TRF3, que alcançou o maior índice de conciliação (0,9%). 

Já o tempo médio para julgamento dos processos em 2025 foi de 2 anos e 4 meses. O mesmo tempo foi registrado para os processos baixados. 

As despesas totais do Poder Judiciário somaram R$ 164,6 bilhões em 2025. No mesmo período, a arrecadação decorrente da atividade jurisdicional foi de R$ 68,2 bilhões. 

Acesse aqui a íntegra do Justiça em Números 2026 

Com informações do CNJ 
Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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