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30 / julho / 2026
TRF3 lança HQ de conscientização contra o tráfico de pessoas 

“Falsas promessas” traz três histórias em quadrinhos sobre diferentes facetas dessa prática criminosa, que se aproveita da boa-fé das vítimas 

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lança, no dia 30 de julho, a HQ “Falsas promessas”, de conscientização contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo. Essas práticas criminosas fazem muitas vítimas no Brasil e no mundo e estão mais perto do cotidiano do que muitos imaginam. Estimativas compiladas por órgãos humanitários falam em mais de 40 milhões de indivíduos globalmente. 

A escolha da data de apresentação do material ao público pelo TRF3 foi intencional, já que o dia 30 de julho foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a partir de 2013, como o Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas. Alertar a sociedade sobre como operam as quadrilhas especializadas ajuda a jogar luz sobre atitudes suspeitas, pode colaborar para a descoberta e libertação de pessoas escravizadas e evita que novas vítimas sejam cooptadas e capturadas.  


Gibi conta as histórias de Henrique, Patrícia e Célia 

O roteiro original, inspirado em relatos reais, deu início a uma publicação inédita ilustrada com inteligência artificial sob coordenação humana, que conta três história em quadrinhos. Cada uma delas mostra um personagem com perfil diferente, que se deixou seduzir por uma suposta proposta de trabalho, que parecia irrecusável, mas escondia uma armadilha. 

Henrique é um profissional de TI que está descontente com o atual emprego. Ele vê um anúncio na internet sobre uma oportunidade de trabalho na Tailândia, com a promessa de salários em dólar e uma vida melhor. Patrícia é uma garota muito bonita, que luta para conseguir seu primeiro trabalho como modelo, até que recebe de uma mulher misteriosa um convite para trabalhar em uma agência na Itália.  

Já Célia leva uma vida simples na zona rural do Maranhão. A sobrinha dela vê em uma rede social o anúncio de uma família procurando empregada doméstica em São Paulo. Uma oportunidade de emprego na cidade grande, para uma pessoa analfabeta como Célia, parece ser uma chance rara, e a mulher embarca nessa aventura com a cabeça cheia de sonhos. Assim como Henrique e Patrícia. 

Cada uma das três histórias mostra uma faceta diferente dos crimes de tráfico de pessoas e exploração de trabalho escravo. Mas todas revelam que a porta de entrada para essas práticas é a boa-fé das vítimas, que sonham com uma vida melhor e ficam vulneráveis a investidas mal-intencionadas.   

Como denunciar 

O tráfico de pessoas opera dentro de uma rede bem organizada, invisível e silenciosa. É um crime que ocorre longe dos olhos das autoridades e depende de discrição e conivência para persistir.  

Já a redução a condição análoga à de escravo é um crime caracterizado pela submissão a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, pela sujeição a condições degradantes de trabalho ou pela restrição de locomoção do trabalhador. 

Em ambos os casos, na maior parte das vezes as vítimas não têm a quem recorrer e só são descobertas e libertadas quando outras pessoas decidem romper o ciclo de silêncio e denunciar essas práticas. 

Se você tem conhecimento ou suspeita da ocorrência de uma situação de tráfico de pessoas ou de trabalho escravo, pode ajudar a colocar um fim nessa história. Existem vários canais pelos quais é possível formalizar uma denúncia, de forma anônima e segura, 24 horas por dia, todos os dias da semana.  

O Disque 100 é um serviço telefônico do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que recebe denúncias de violações de direitos humanos em geral, especialmente as que atingem populações em situação de vulnerabilidade social.  

Há também a Central de Atendimento à Mulher, um serviço público de enfrentamento à violência contra as mulheres. Ele atende pelo número 180 ou por chat no Whatsapp (61) 9610-0180 e encaminha as denúncias aos órgãos competentes. 

A publicação é um projeto da Assessoria de Comunicação Social, da Comissão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo e da Presidência do TRF3, com o apoio do Conselho da Justiça Federal.  

Além da versão digital, as cartilhas também serão impressas e disponibilizadas em aeroportos, rodoviárias e escolas.  

Acesse a HQ “Falsas Promessas” para a prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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