Marlon Borba enumerou os principais crimes cibernéticos e explicou como eles podem ser evitados
Na abertura do segundo dia do Seminário “Criminalidade no Mundo Virtual” promovido pela Escola de Magistrados da Justiça Federal da Terceira Região, o servidor Marlon Borba, do Núcleo de Projetos Estratégicos da Secretária de Informática do Tribunal da Terceira Região, ministrou a palestra “Ações de Segurança da Informação na Justiça Federal da 3ª Região”. Em sua apresentação, Borba enumerou os principais crimes cibernéticos e explicou como os funcionários da Justiça Federal e do TRF3 podem evitá-los.
Borba enfatizou que o TRF3 pode ser vítima de crimes virtuais por ter como atividade de estado prestação jurisdicional e por ser o órgão responsável pela maior parte das ações ajuizadas na Justiça Federal do país, sendo grande parte das mesmas constituída por feitos criminais.
O servidor explicou que os estelionatários utilizam o phishing-scan, um tipo de fraude eletrônica projetada para roubar informações particulares para cometer um roubo ou fraude posteriormente. Segundo ele, o golpe é realizado por uma pessoa mal-intencionada através da criação de um website falso e do envio de uma mensagem eletrônica falsa, geralmente um e-mail ou recado através de scrapbooks como no sítio Orkut. "Utilizando pretextos falsos, o criminoso tenta enganar o receptor da mensagem e induzi-lo a fornecer informações como números de cartões de crédito, senhas e dados de contas bancárias, entre outras", afirmou Borba.
Os principais golpes efetuados pelos criminosos a partir do phishing-scan são: negação de serviço (atividade maliciosa através da Internet que busca derrubar um serviço de um servidor), fraude bancária (quando o criminoso busca dados bancários da conta da vítima) e furto de identidade (o criminoso envia arquivos às vitimas induzindo a internauta a instalar artefatos maliciosos que induzem a vítima a enviar informações para o criminoso).
O palestrante citou como atos normativos que regulamentam o setor a Resolução nº 6, de 7 de abril de 2008, do Conselho da Justiça Federal, que dispõe sobre a implantação da Política de Segurança da Informação e a utilização dos ativos de informática no âmbito do Conselho e da Justiça Federal de Primeiro e Segundo Graus; e a Resolução nº 202, de 23 de abril de 2001, da presidência do TRF3, que dispõe sobre a política de segurança dos sistemas informatizados da Justiça Federal da 3ª Região.
No final da palestra, Borba enumerou uma série de ações educacionais para orientar a navegação do servidor como folders, avisos de segurança, atendimento direto ao usuário, filtros de conteúdo, que vêm sendo desenvolvidas pela Secretária de Informática do TRF3 com o objetivo de prevenir ataques no sistema do Tribunal. “Essas ações fazem parte de um espectro de medidas para minimizar a oportunidade e a vulnerabilidade, evitando ataques”, completou.
Wellington Campos
Assessoria de Comunicação

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