A especialista em Direito Digital, advogada Patrícia Peck Pinheiro, destacou que “lutar contra o crime virtual é uma batalha que se trava 24 horas por dia”
Hoje, 13 de agosto, teve prosseguimento o Seminário “Criminalidade do Mundo Virtual”, promovido pela Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região no auditório do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A advogada Patrícia Peck Pinheiro apresentou a segunda palestra do dia com o tema “Os Novos Institutos do Direito Digital” destacando o desafio do Direito na Nova Revolução da Sociedade.
Patrícia Peck Pinheiro falou que diante da nova realidade de massificação da informatização e do aumento dos crimes cometidos com a utilização de meios tecnológicos, tais como desvio de dinheiro pela internet, espionagem industrial, ações trabalhistas para demissão de funcionários baseados em e-mails, existe a necessidade do profissional do Direito ter conhecimento dos avanços da área tecnológica.
Em sua palestra, Patrícia Peck Pinheiro abordou questões como perícia e computação forense; certificação digital; provedores de e-mail e hospedagem; coleta e guarda de provas; dados, sigilo e privacidade; autoria em ambiente eletrônico e como pode ser garantida a segurança jurídica nessas relações.
Destacando a necessidade da identidade digital, a palestrante ressaltou que o anonimato é proibido pela Constituição Federal brasileira. Segundo ela, o anonimato da identidade digital gerou polêmica e não foi contemplado no Projeto de Lei sobre Crimes Eletrônicos, de autoria do senador Eduardo Azeredo, que tramita no Congresso Nacional.
A advogada frisou que “lutar contra o crime virtual é uma batalha que se trava 24 horas por dia, sete dias por semana” e que “toda ação virtual deixa um rastro”. Segundo ela, as provas eletrônicas devem passar por perícia técnica rigorosa para serem aceitas no processo.
A palestrante apresentou alguns estudos de casos, como por exemplo, e-mail anônimo acusando alguém de prática criminosa e crimes de Internet Banking, e sugeriu que seja repensado o que é privacidade, que em sua concepção é a proteção do indivíduo contra arbitrariedade do estado. A palestrante questionou “a privacidade de máquinas” e “a proteção aos bandidos”. Por fim, apresentou algumas dicas de segurança eletrônica.
Na seqüência, o professor Adriano Mauro Cansian, da Universidade Estadual Paulista - Unesp, fez uma apresentação prática do tema.
Amanhã, dia 14 de agosto, o Seminário prossegue com as palestras:
9h – Tema: Crimes Cibernéticos
Palestrante: Paulo Quintiliano da Silva
10h – Debates
Debatedora: Patrícia Peck Pinheiro
11h – Apresentação Prática
Expositor: Adriano Mauro Cansian
Ester Laruccia
Assessoria de Comunicação

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