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14 / agosto / 2008
CRIME CIBERNÉTICO É TEMA DE DEBATE EM SEMINÁRIO NO TRF3
Palestra mostra que os crimes virtuais estão avançando e a tendência é piorar

O último dia do Seminário Criminalidade no Mundo Virtual, programado pela Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região, que aconteceu no auditório do Tribunal Regional Federal em São Paulo, teve como palestrante o perito criminal da Polícia Federal, Paulo Quintiliano da Silva, que abordou o tema “Crimes Cibernéticos”.

Hoje em dia, grande parte dos crimes estão sendo praticados com recursos da informática e as quadrilhas organizadas estão migrando suas atividades para a internet. Segundo o palestrante, em muitos casos, os bandidos recrutam jovens que têm habilidades para lidar com computadores para cometerem crimes no ambiente cibernético sem que eles saibam o que estão fazendo. Por isso, a orientação de Paulo Quintiliano é que os pais observem com mais atenção onde e como seus filhos estão navegando pela internet.

Ele informou que a Polícia Federal vem se aparelhando e treinando pessoal desde 1995 para realizar com maior eficácia o rastreamento de crimes eletrônicos. Hoje são 160 agentes trabalhando nas investigações e a previsão é que ocorram outros concursos para a área de informática.

O perito criminal federal listou alguns ataques que ocorrem no meio cibernético, como o Botnet, onde as quadrilhas dominam máquinas caseiras para administrarem à distância o usuário. O Phishing Scam também é um golpe comum, que as quadrilhas virtuais utilizam para armazenar dados em paraísos cibernéticos e a partir daí transmitirem spams e fazerem downloads das máquinas infectadas, para realizarem movimentação em conta bancária, clonagem de cartão e pagamentos fraudulentos.

Segundo Quintiliano, atualmente, o crime cibernético é mais rentável que o tráfico de drogas e assalto a bancos. Para a polícia, fica inviável fazer o rastreamento via judicial, tanto nacional como internacionalmente, pois o pedido é feito por carta rogatória que demora em média dois anos para ser atendida.

No caso em que o crime envolve duas ou mais nações, é necessária a cooperação internacional, que já está acontecendo através do MLAT (tratado de colaboração entre Estados Unidos e outros países), Interpol, Rede 24.7 do G8 (na qual o Brasil tem participação) e o IPCCCC (cooperação internacional para o combate de crimes cibernéticos). A troca rápida de informações nesse tipo de crime é muito importante para o rastreamento do ataque virtual.

O crime cibernético é um crime como outro qualquer, a diferença é que os vestígios ou rastros estão em meios magnéticos, no espaço cibernético. O objetivo da perícia de informática da Polícia Federal é comprovar a dinâmica, a materialização e a autoria do crime de informática. Para isso, existe a necessidade de se criarem leis mais específicas abrangendo o tema. O palestrante acredita que o Brasil ainda tem várias lacunas nesse setor, onde muitas práticas cometidas pela internet ainda não são tipificadas como crime.

A previsão dele é que até 2020 quase todos os crimes da competência federal serão praticados com o uso da informática e que a sociedade e as polícias terão de se preparar para o enfrentamento desse cenário.

A advogada Cristina Sleiman, representando a debatedora Patrícia Peck, aconselhou que os adultos de hoje orientem as crianças na ética da informática, para que elas usem de forma correta os recursos eletrônicos no futuro. Encerrando os trabalhos, o professor da Unesp, Adriano Mauro Cansian, fez uma apresentação prática sobre crimes cibernéticos.


Ana Cristina Eiras
Assessoria de Comunicação
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Assessoria de Comunicação Social do TRF3

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