Depoimento faz parte de série de entrevistas com os conselheiros do Órgão que comemora 60 anos
“Não há como pensar a Justiça Federal sem a ação do Conselho da Justiça Federal.” A afirmação é do desembargador federal Luís Antonio Johonsom di Salvo, conselheiro efetivo do Conselho da Justiça Federal (CJF) e presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), ao refletir sobre os 60 anos de atuação do Órgão.
A declaração foi concedida em entrevista ao Portal do CJF e integra a série especial comemorativa às seis décadas do Conselho. O material reúne percepções dos integrantes efetivos do Colegiado sobre a trajetória e a relevância institucional do CJF, criado pela Lei n. 5.010, de 30 de maio de 1966, e instalado em agosto do mesmo ano, consolidando-se como instância central de coordenação administrativa, orçamentária e institucional da Justiça Federal.
Ao analisar o papel do CJF no cenário atual, o conselheiro ressalta a importância estratégica do Órgão diante dos desafios impostos pelo avanço tecnológico e pelas restrições orçamentárias. “O cenário presente do Judiciário, e do serviço público em geral, combina o desenvolvimento de novas tecnologias com restrições orçamentárias, o que pressiona a necessidade de otimização dos modelos de gestão, convergindo para o compartilhamento e a coordenação de recursos e da força de trabalho”, afirma.
Nesse contexto, o magistrado destaca que o alinhamento não ocorre de forma espontânea, exigindo a atuação coordenadora do Conselho da Justiça Federal. “A unificação nacional de sistemas informatizados, a formação de equipes inter-regionais e a padronização da atuação administrativa dos tribunais, especialmente nas áreas orçamentária e de gestão de pessoas, são fundamentais para o aprimoramento do funcionamento e da imagem da Justiça Federal”, explica.
O conselheiro também enfatiza o papel da Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG) no acompanhamento da atividade jurisdicional. “O monitoramento da atividade-fim é essencial para garantir o nivelamento da prestação jurisdicional em todo o País”, pontua. Ele menciona, ainda, iniciativas recentes, como o programa Equilibra TRFs, instituído pelo Provimento n. 3/2025/CG-CJF, exemplo de instrumento relevante para o aperfeiçoamento da gestão. “Há grande expectativa da comunidade da Justiça Federal quanto aos resultados dessas ações”, acrescenta.
Desafios e perspectivas
Na avaliação de Luís Antonio Johonsom di Salvo, o principal desafio atual da Justiça Federal está na condução eficiente dos recursos e da força de trabalho. “É fundamental estabelecer canais de diálogo adequados com os seis Tribunais Regionais Federais, com sensibilidade às particularidades de cada Região”, afirma. Diante desse cenário, ele ressalta que o CJF possui experiência e memória institucional para enfrentar essas demandas. “O Conselho assume papel ainda mais relevante como interlocutor em temas sensíveis”, observa.
Ao fazer um balanço das seis décadas de atuação do Conselho, o desembargador federal é enfático ao reconhecer seu protagonismo. “Não há como pensar a Justiça Federal sem a ação do CJF. Seu papel é essencial e se torna ainda mais relevante diante dos desafios contemporâneos da Administração Pública”, conclui.
Trajetória profissional
Natural de Rio Claro (SP), Luís Antonio Johonsom di Salvo iniciou sua carreira no Ministério Público Estadual em 1980. Posteriormente, ingressou na magistratura da Justiça Federal da 3ª Região, em 1992, após formação acadêmica em Campinas (SP), na década de 1970.
Foi promovido a desembargador federal do TRF3 em 2002 e, desde então, atuou nos Conselhos de Administração e Justiça em diversas ocasiões. Contribuiu em diferentes frentes da gestão judiciária e na formação de novas(os) magistradas(os). Exerceu o cargo de vice-presidente do Tribunal no biênio 2023–2025 e, em dezembro de 2025, foi eleito, por unanimidade, presidente da Corte.
Com informações do CJF
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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