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29 / maio / 2026
Fachin defende comunicação do Judiciário como instrumento de confiança e democracia 

TRF3 participa do encontro que termina no dia 29 de maio  

“A comunicação do Judiciário vai além da simples transmissão de informações. Ela implica construir confiança, garantir a compreensão das decisões e fortalecer a democracia brasileira.” A afirmação é do presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante a abertura do 5º Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, na quinta-feira (28), na sede do CNJ, em Brasília. 

O encontro, que acontece até sexta-feira (29), reúne profissionais dos tribunais de comunicação de todo o país para debater a comunicação pública no âmbito do Judiciário. Oficinas de comunicação interna, assessoria de imprensa e inteligência artificial são algumas ações do evento. 


V Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário. Foto: Luiz Silveira/CNJ 

Na cerimônia de abertura, estavam presentes a conselheira do CNJ e presidente da Comissão Permanente de Comunicação do Poder Judiciário, Daiane Nogueira de Lira; a secretária de comunicação social do STF, Giselly Siqueira; e a secretária de comunicação social do CNJ, Gabriela Guerreiro. 

Fachin destacou a importância estratégica dos comunicadores nas instituições públicas e afirmou que “encontros como este fortalecem não apenas a circulação da informação, mas também a escuta e o compromisso comum com a democracia e com a verdade”. 

O presidente do CNJ ressaltou que o Estado, especialmente na função jurisdicional, deve prestar informações precisas e confiáveis à sociedade, pois a legitimidade da Justiça depende da confiança que inspira. Defendeu ainda que a atuação judicial deve ser sóbria e que a segurança jurídica e a independência do Judiciário são essenciais para assegurar a democracia, a previsibilidade e a proteção dos direitos dos cidadãos. 

Linguagem simples e aproximação com a sociedade 

Nos últimos anos o Judiciário avançou significativamente na construção de uma comunicação mais transparente, acessível e próxima da população. “Foram necessários planejamento institucional, profissionalização das equipes e a compreensão de que cada cidadã e cada cidadão precisam não apenas ter acesso à Justiça, mas compreendê-la”, afirmou o ministro. 

Ele destacou a necessidade de equilibrar a velocidade da informação com a precisão do conteúdo divulgado. “É preciso encontrar equilíbrio entre acessibilidade e responsabilidade, entre transparência e o respeito à privacidade, aos dados sensíveis e à vida privada, bem como entre presença institucional e discrição republicana. O CNJ tem buscado contribuir ativamente para esse processo”, disse. 

Lembrando os esforços do CNJ para difundir a linguagem simples, Fachin falou sobre a iniciativa lançada na gestão do ministro Luís Roberto Barroso e, posteriormente, ampliada para o conceito de linguagem cidadã. Segundo ele, a medida fortalece a transparência ativa, incentiva campanhas educativas e amplia a aproximação com a sociedade. O ministro destacou ainda a Política de Comunicação Social do Poder Judiciário, prevista na Resolução n. 640/2025, como um marco para a área. 

O papel dos profissionais de comunicação também foi ressaltado. Para Fachin, competência técnica, sensibilidade institucional e compromisso público são características essenciais. “Não se trata apenas de transmitir informações, mas de traduzir temas complexos, contextualizar decisões, combater distorções e contribuir para que a sociedade compreenda melhor o funcionamento das instituições”, afirmou. 


Participantes debatem comunicação pública no âmbito do Judiciário

Desafios com a IA 

Ao abordar as transformações tecnológicas, como o avanço da inteligência artificial, o ministro chamou atenção para os desafios impostos pelas redes sociais, algoritmos e novos formatos de consumo de informação. “Precisamos acompanhar essas mudanças sem perder de vista os valores que orientam a comunicação pública”, observou. 

Fachin apontou como funções essenciais da comunicação traduzir a linguagem jurídica, fortalecer a confiança nas instituições, combater a desinformação, garantir transparência, humanizar o Judiciário, preservar a independência judicial, dialogar com diferentes públicos e incorporar inovação e acessibilidade — sempre com base em clareza, responsabilidade e uso de dados para aproximar a Justiça da sociedade. 

Por fim, ele pontuou que, em um cenário de maior integração jurídica internacional, a comunicação do Judiciário deve dialogar com organismos externos e incorporar inovação e acessibilidade, com presença digital qualificada, linguagem clara e uso de dados e evidências. 

Com informações do CNJ 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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