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30 / junho / 2026
Curso do CNJ reforça cultura de segurança cibernética na Justiça Federal 

Encontro presencial no TRF3 encerrou as atividades na 3ª Região 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF), promoveu, em 30 de junho, encontro presencial com servidores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e das Seções Judiciárias de São Paulo e Mato Grosso do Sul, para o encerramento do curso “Exercícios de Segurança Cibernética na Justiça Federal”. O evento ocorreu na sede da Corte em São Paulo. 

A capacitação, que já passou por diferentes tribunais regionais federais, teve início em 1º de junho na modalidade a distância, totalizando 20 horas-aula. 


Encontro reuniu servidores na sede da Corte (Fotos: Acom/TRF3) 

O instrutor Hyago Santana, chefe da Seção de Tratamento e Resposta a Incidentes do CNJ, ressaltou a importância da iniciativa. 

“A crescente digitalização do Judiciário brasileiro tem ampliado a necessidade de investimentos em segurança da informação. Nesse contexto, promovemos um treinamento focado em segurança cibernética, reunindo profissionais de diversas áreas.” 

O curso foi composto por três turmas temáticas. Na primeira, foram ensinadas práticas de segurança para desenvolvedores de códigos. Na segunda, houve integração entre áreas técnicas de infraestrutura e segurança que trataram da proteção de sistemas e aplicações nos tribunais. Na terceira, equipes responsáveis por respostas a incidentes simularam situação de crise através de um jogo de tabuleiro. 


Hyago Santana foi um dos instrutores 

"Quando um incidente acontece, é preciso saber como responder, como comunicar à imprensa, quais são os prazos e como estruturar uma sala de crise”, detalhou. 

Após a fase remota, o treinamento avançou para atividades práticas utilizando gamificação, cartas e jogo de tabuleiro. 

Para Santana, a qualificação é estratégica diante do cenário atual. “A segurança cibernética é um tema cada vez mais recorrente porque o mundo está se tornando mais digital”, afirmou. 



Jogo de tabuleiro foi usado em aula prática 

O coordenador operacional do Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do Poder Judiciário (CPTIC), Neo Vedder, atuou como instrutor. “A segurança cibernética deixou de ser algo exclusivo da TI. Hoje ela precisa ser tratada como assunto organizacional e estratégico, porque um problema pode manchar a imagem da instituição e causar prejuízos imensuráveis para a população”, afirmou. 

Segundo Vedder, o objetivo da capacitação é disseminar a cultura de segurança entre todos os setores do Judiciário. “A proposta é promover essa cultura entre diferentes públicos e preparar a instituição para responder melhor a incidentes”, frisou. 


Neo Vedder orienta servidores de tribunais sobre a segurança da informação 

Hyago Santana concluiu dizendo que a resposta precisa ser constante e organizada. “As equipes têm atuado com prontidão, mas a ideia do curso é fazer com que os incidentes aconteçam cada vez menos”, ressaltou. 

Participações 

O diretor da Subsecretaria de Infraestrutura e Segurança da Informação, Marcos Antônio de Aguiar, avaliou o treinamento positivamente. 

“Hoje tudo está on-line, tanto na vida pessoal quanto no trabalho. Os ataques estão mais sofisticados, e a defesa também precisa evoluir.” 


Marcos Aguiar avaliou o treinamento positivamente 

Para ele, a capacitação representa um passo contínuo de amadurecimento. “Trata-se de uma semente que a gente planta. Estou há 30 anos na instituição e percebo que, a cada dia, evoluímos um pouco mais.” 

Luiz Fernando Teixeira atua no desenvolvimento do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Segundo ele, o curso trouxe práticas essenciais. 

“A atividade prática com simulação de vulnerabilidades ajudou a ilustrar problemas reais”, afirmou. 



Luiz Fernando salientou a conscientização sobre práticas de segurança 

A técnica judiciária Adriana Liberi Carnauba, que atua no suporte ao usuário, enfatizou a importância do treinamento para ampliar a compreensão sobre o tema. 

“Achei interessante porque trabalhamos com o usuário, mas não tratamos diretamente sobre cibersegurança. Aqui tivemos uma visão de todo o processo, de como funciona e dos cuidados envolvidos”, disse. 



Adriana Liberi Carnauba atua no suporte aos usuários 

Adriana também alertou para a necessidade de maior atenção dos servidores com práticas básicas de segurança. “O principal problema ainda é abrir anexos em e-mails suspeitos. Mesmo com campanhas de orientação, muitas pessoas não seguem as recomendações. A conscientização é fundamental”, concluiu. 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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