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TRF3 EXIBE DOCUMENTÁRIO “VISIONÁRIOS DA QUEBRADA” PARA COLABORADORES TERCEIRIZADOS

Filme sobre empreendedoras das periferias teve sessões nos dias 22 e 23 de outubro, dentro do projeto “Justiça, Gênero e Arte”

O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) promoveu, nos dias 22 e 23 de outubro, a exibição do filme “Visionários da Quebrada”, que conta histórias de sucesso de empreendedores das periferias da cidade de São Paulo/SP, para colaboradores terceirizados da corte.

O documentário idealizado por Ana Carolina Martins e Maria Clara Magalhães conta a história de dez grandes personalidades das periferias por meio da dança, música, filosofia, gastronomia, comunicação, educação e moda; que atuam transformando visões e construindo novas realidades.

Entre os exemplos estão a MC Amanda Negra Sim, o ativista cultural Dimas Reis, a dançarina Gal Martins, o educador Fábio LOL, o gastrônomo Guilherme Petro, o educador Tony Marlon, o artista Rodrigo Costa, a iniciativa Favela da Paz, no Jardim Nakamura, zona sul, e a educadora Rose Modesto.

Juntos, eles revelam a potência de pessoas extraordinárias, que mudam suas comunidades na simplicidade da vida. O documentário deixa que seus protagonistas construam novas narrativas e imaginários sobre as relações sociais e culturais na periferia.

Idealizadora do filme, Ana Carolina Martins acompanhou a exibição e, na sequência, relatou como nasceu a ideia de criar o documentário.

“O ‘Visionários da Quebrada’ surgiu de uma necessidade pessoal de ter outras histórias de vida que ajudassem a imaginar e entender como pessoas e saberes que habitam as periferias podem nos ajudar a imaginar novos futuros. Um olhar de inovação, mas a partir das próprias histórias que muitas das vezes estão esquecidas dentro dos próprios territórios”, disse.

Para a diretora, a maioria das pessoas que assistem ao documentário sai com a sensação de que podem começar algum projeto ou dar um ponta pé inicial em algum sonho que ela tinha. “É um filme que tem motivado as pessoas, elas saem com uma energia de começar algo”.

Para a Juíza Federal Louise Filgueiras, que também acompanhou a exibição e participou do debate, o filme é inspirador.

“O documentário traz pessoas que nos inspiram muito pela sua coragem, pela sua criatividade, pela capacidade que têm de se entregar ao outro na comunidade e construir coisas incríveis. Projetos que integram a comunidade transformam o ambiente da cidade, incluem. Isso é muito inspirador porque traz para nós a mensagem de que todos podemos um pouco mais, desde que nós consigamos acreditar naquilo que nos propomos”, salientou.

Educadora que atua na defesa dos direitos de crianças e adolescentes de São Mateus, na zona leste da capital paulista, Rose Modesto é uma das personalidades da periferia retratada no documentário. Após a exibição do filme, ela apresentou sua trajetória para a plateia e refletiu sobre as mensagens que o documentário apresenta.

“É a periferia sendo mostrada de uma forma bacana, é a periferia sendo mostrada dentro dos seus projetos, nas suas potencialidades, com pessoas que estão dentro dos espaços e estão produzindo e fazendo diferença dentro de um espaço que é pouco visto. O ‘Visionários da Quebrada’ vem mostrando que mesmo com toda dificuldade de infraestrutura, de locomoção, com todas as dificuldades que a periferia vive, existem projetos, pessoas, existe uma comunidade que está se unindo para fazer o diferente”, afirmou.

Os colaboradores terceirizados do TRF3 presentes se surpreenderam e aprovaram o documentário. Para Marcia Alves de Lima Garajal, que trabalha no setor de segurança do Tribunal, o filme fotografa de forma fiel as periferias e passou a mensagem de igualdade.

“O documentário é muito interessante porque retrata a realidade da comunidade. Eu acho que se a mídia estivesse no meio não seria tão natural como foi. Não é porque a pessoa mora em uma comunidade que ela não vai poder ampliar os seus conhecimentos e ter uma oportunidade no mundo afora. O documentário mostrou que somos todos iguais: preto, pobre, rico, tudo mundo é igual”.

Rani Miranda, colaboradora terceirizada do setor de telefonia, destacou o espírito de humanidade apresentado pelo filme.

“O documentário nos representa bastante por empoderar e trazer para a gente a questão da sororidade o que vai fazer com que as pessoas, no geral, ajam com mais humanidade, que tem faltado bastante. Isso vem muito da quebrada, como retratado no documentário, onde as pessoas aprendem a se ajudar de uma forma mais humana”.

A exibição do documentário e a rodada de conversas teve como organizadoras a Desembargadora Federal Inês Virgínia Prado Soares, a Juíza Federal em Auxílio à Presidência do TRF3, Raquel Perrini, e a Juíza Federal Gabriela Azevedo Campos Sales. O evento faz parte do projeto “Justiça, Gênero e Arte” e tem o apoio da Associação dos Juízes Federais (AJUFE) e da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e de Mato Grosso do Sul (AJUFESP).

 

Foto: ACOM/ TRF3
Juízas Federais Raquel Perrini e Louise Filgueiras; diretora do filme "Visionários da Quebrada", Ana Carolina Martins; e Rose Modesto, educadora retratada no documentário



Assessoria de Comunicação Social do TRF3
 

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