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14 / outubro / 2026
TRF3 promove curso sobre uso de tecnologia para equilibrar acervos e reduzir tempo de julgamento  

Treinamento é destinado a servidores de gabinetes 

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) promove, de 13 a 16 de outubro, capacitação a servidores de gabinetes que participam do Programa de Equalização do Acervo (PEA), com foco na utilização da ferramenta de inteligência artificial LIA3R nas atividades jurisdicionais. O curso é ministrado pelo juiz federal Marcelo Lelis de Aguiar. 

O programa tem como finalidade reduzir as assimetrias existentes entre os acervos dos gabinetes e contribuir para a diminuição do tempo médio de tramitação dos processos, por meio de ações que combinam atuação colaborativa, aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho, capacitação das equipes e utilização de recursos tecnológicos. 


Servidores de gabinetes participam do treinamento (Fotos: Acom/TRF3) 

Três turmas foram formadas para a capacitação. A medida integra as iniciativas de fortalecimento do PEA, buscando proporcionar aos servidores conhecimentos e habilidades para o uso prático, ético, seguro e produtivo da inteligência artificial (IA), de modo a otimizar as rotinas de trabalho e ampliar a eficiência da prestação jurisdicional. 

Presente na abertura da segunda turma, o juiz federal Carlos Alberto Navarro Perez, que atua em auxílio à Presidência do TRF3, destacou que a capacitação integra um conjunto de iniciativas tecnológicas voltadas à execução do Programa de Equalização do Acervo.  

O magistrado mencionou o lançamento do sistema Visão PJe, destinado a auxiliar a gestão cotidiana dos gabinetes; a realização da triagem automatizada dos processos já integrantes do acervo; a criação de um painel de Business Intelligence (BI) para acompanhamento dos resultados do PEA; e a capacitação para utilização da inteligência artificial por meio da LIA3R.  

“A equalização do acervo é uma prioridade da Presidência do Tribunal. A capacitação em inteligência artificial integra esse esforço, buscando oferecer aos servidores ferramentas que contribuam para a eficiência e a qualidade do trabalho jurisdicional”, enfatizou. 


Juiz federal Carlos Alberto Navarro Perez, que atua em auxílio à Presidência do TRF3, abriu a segunda turma 

O instrutor do curso, juiz federal Marcelo Lelis de Aguiar, explicou que a capacitação busca aliar teoria e prática para orientar a utilização adequada das ferramentas tecnológicas. “Queremos trazer dados desde as bases, a estrutura, depois o dia a dia de aplicação, sempre pautados pelo direcionamento do ser humano sobre a inteligência artificial”, afirmou. 

Os participantes recebem informações sobre o funcionamento dos modelos de IA, a estrutura dos agentes e as regras para utilização das ferramentas, observando os limites impostos pela legislação e pelas normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A plataforma LIA3R também é apresentada destacando suas potencialidades e limitações. 


Juiz federal Marcelo Lelis de Aguiar ministrou aula 

Para o magistrado, a capacitação contínua é fundamental para garantir uma utilização segura da tecnologia. “A gente sabe que ela é uma ferramenta fantástica, mas que deve ser usada de forma responsável.”  

Marcelo Lelis observou que o treinamento ajuda a evitar falhas decorrentes do desconhecimento e contribui para uma prestação jurisdicional mais célere e de qualidade. 

“A atualização constante é necessária porque a inteligência artificial evolui rapidamente. É um campo que está sempre em evolução”, concluiu. 

Quatro frentes de atuação 

O Programa de Equalização do Acervo foi estruturado em quatro ações principais. A primeira prevê o reforço da produtividade com a participação voluntária de servidores dos próprios gabinetes, que atuam em processos repetitivos, inclusive aos fins de semana, com pagamento de horas extras. A segunda envolve a atuação de juízes de primeira instância nas quatro Seções do TRF3. A terceira frente se refere ao eixo tecnológico do programa e concentra iniciativas voltadas à modernização da gestão processual, com uso de inteligência artificial, ferramentas integradas e capacitação especializada. A quarta frente de atuação do Programa de Equalização do Acervo está relacionada ao intercâmbio de boas práticas entre magistrados e servidores.    

LIA3R 

A plataforma de Inteligência Artificial LIA3R, desenvolvida por magistrados e servidores da 3ª Região e lançada em fevereiro deste ano, auxilia em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas. Ela passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos (“prompts”/agentes). 

A LIA3R funciona como um chat, guiado por “prompts” (comandos) padronizados, que orientam sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta.  

A ferramenta usa principalmente bancos de dados do Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), bases de conhecimento com documentos curados (RAG) e documentos fornecidos pelo usuário na conversa (texto/anexos). 

Além disso, atua de forma pioneira para identificar ataques de “prompt injection” no sistema processual. 

“A LIA3R é uma inteligência artificial séria, fantástica, produto da casa, que foi muito bem pensada”, contou o presidente do TRF3, desembargador federal Luís Antonio Johonsom di Salvo. 

Para otimizar o uso da IA, o Tribunal disponibiliza curso de capacitação na ferramenta LIA3R, com o objetivo de qualificar magistrados e servidores para uso responsável da inteligência artificial no apoio à gestão processual. A formação busca ampliar a autonomia dos gabinetes, difundir boas práticas e garantir o uso crítico dos dados produzidos. 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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