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09 / outubro / 2026
Palestra da Funpresp-Jud aborda os desafios da aposentadoria e a importância do planejamento financeiro

Evento foi realizado no auditório do TRF3 e teve transmissão via Teams 

Em continuidade às comemorações do Mês do Servidor, a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público (Funpresp-Jud) realizou, em 8 de outubro, no auditório do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), a palestra “O preço de não escolher: Previdência e os custo da inércia”, com o professor de Finanças Comportamentais Jurandir Sell. 

O evento teve transmissão via Teams e contou com a presença da diretora-geral do TRF3, Marta Curia, e do diretor-presidente da Funpresp-Jud, Amarildo Vieira de Oliveira. 


Marta Curia, Amarildo Vieira de Oliveira e Jurandir Sell na palestra (Fotos: Acom/TRF3) 

Com experiência de 25 anos na área previdenciária, Jurandir Sell apresentou dados sobre o envelhecimento da população brasileira, os impactos nas contas públicas e a importância da previdência complementar. 

Segundo o especialista, o Brasil passa por uma transformação demográfica acelerada, marcada pelo aumento da expectativa de vida e pela redução da taxa de natalidade. 

“O Brasil está envelhecendo numa taxa recorde no mundo. Nós estamos vivendo mais, com menos pessoas em idade ativa e um crescimento muito grande da população acima de 60 anos”, afirmou. 

Jurandir Sell explicou que a taxa de fecundidade do país está abaixo do nível necessário para reposição da população, o que tende a aumentar a pressão sobre os sistemas previdenciários nas próximas décadas. Ele enfatizou que o modelo tradicional, no qual os filhos cuidavam dos pais na velhice, vem perdendo força em razão das mudanças na estrutura das famílias. 

Servidores acompanham a exposição de Jurandir Sell 

“O que eu quero é mostrar para as pessoas que elas precisam cuidar do seu futuro financeiro. O Estado está cada vez mais limitado nesta capacidade”, disse. 

A apresentação foi dividida em etapas. Inicialmente, o palestrante abordou a evolução histórica da expectativa de vida, mostrando como os avanços da sociedade contribuíram para que as pessoas vivessem mais. Em seguida, apresentou indicadores demográficos do Brasil e dados relacionados aos desafios enfrentados pela previdência pública. 

O professor discutiu o conceito das “quatro dimensões de uma vida em equilíbrio”, tema abordado em seu livro “Quatro Capitais”. Segundo ele, uma longevidade saudável depende do cuidado simultâneo com os capitais físico, financeiro, social e intelectual. 


O professor de Finanças Comportamentais Jurandir Sell no auditório do TRF3 

Ao defender a necessidade de planejamento desde o início da carreira, o especialista alertou que confiar exclusivamente nos sistemas públicos de aposentadoria pode não ser suficiente para garantir tranquilidade financeira no futuro. 

“A ideia de que o Estado vai nos salvar e que teremos uma velhice tranquila é muito ilusória, porque o desafio é muito grande”, avaliou. 

Para exemplificar a importância da previdência complementar, ele explicou que a aposentadoria consiste em transformar parte da renda obtida ao longo da vida profissional em patrimônio capaz de sustentar a pessoa quando sua capacidade de trabalho diminuir. 

“O grande segredo da aposentadoria é transformar parte do seu capital humano em capital financeiro para que um dia o capital financeiro te sustente”, concluiu. 

Futuro planejado 

O diretor-presidente da Funpresp-Jud, Amarildo Vieira de Oliveira, salientou que a palestra teve como objetivo conscientizar servidores do Poder Judiciário sobre a importância do planejamento previdenciário e da adesão à previdência complementar. 

Segundo ele, a iniciativa busca alertar os servidores para a necessidade de se preparar financeiramente para o futuro, já que a adesão ao plano é facultativa. 

“Estamos num movimento de sensibilização para que as pessoas reflitam sobre a aposentadoria e a necessidade de fazer a adesão para complementar a renda”, afirmou. 

Amarildo explicou que muitos servidores desconhecem que, sem a adesão à previdência complementar, a maioria dos benefícios fica limitada ao teto do Regime Geral de Previdência Social. 

O diretor-presidente da Funpresp-Jud, Amarildo Vieira de Oliveira, participou do evento 

“Ao se aposentarem, muitos receberão no máximo o teto do regime geral. E hoje praticamente todos os servidores do Judiciário ganham acima desse valor”, observou. 

O diretor-presidente ressaltou que a entidade é administrada por integrantes do próprio Poder Judiciário e não possui finalidade lucrativa, o que contribui para a manutenção de taxas reduzidas. 

“É uma fundação dos servidores, gerida por servidores, sem fins lucrativos e com taxas muito baixas”, disse. 

Ele também enfatizou a segurança e a credibilidade da instituição, que já reúne milhares de participantes entre servidores, magistrados e membros do Ministério Público. 

“A fundação tem tido ótimos resultados. Estamos alcançando R$ 7 bilhões em patrimônio e devemos fechar o ano com cerca de 40 mil participantes. Ela tem muita credibilidade junto ao seu público”, finalizou. 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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