Material foi fragmentado para descaracterização das informações registradas
A Justiça Federal em São Paulo (JFSP), por meio da Divisão de Gestão Documental (DUGE), concluiu, entre junho e julho deste ano, a eliminação de 57.500 quilos de processos judiciais fiscais, em papel, das 11 varas de execução fiscal da capital.
O conteúdo é proveniente de 19 editais de eliminação antecipada de autos digitalizados, publicados no período de junho de 2025 a maio de 2026.

Processos de execução fiscal são separados para eliminação (Fotos: DUGE)
O material foi fragmentado para descaracterização de informações registradas, com acompanhamento por servidores da DUGE. Os respectivos termos de destruição estão disponíveis na página da JFSP.
A medida resultou no descarte definitivo do suporte físico de 73.295 processos e a consequente liberação de 1,5 quilômetro linear de espaço no arquivo.

73.295 processos foram fragmentados
“A eliminação proporciona economia de espaço nos fóruns, permitindo a utilização para outras finalidades, com maior conforto para juízes, servidores e jurisdicionados”, disse o diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, juiz federal Márcio Satalino Mesquita, atual coordenador da Comissão Permanente de Avaliação e Gestão Documental (CPAGD-SP).
O magistrado frisou que “a prestação jurisdicional se torna mais rápida e eficaz com o acesso aos processos digitalizados, bem como a sua movimentação”.
O procedimento faz parte da política de gestão documental prevista na Resolução nº 324/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na Resolução nº 886/2024 do Conselho da Justiça Federal (CJF).

Material foi fragmentado na empresa Aparas Moura
Além de atender à destinação ambientalmente correta por meio de reciclagem e logística reversa, a eliminação de processos possibilita economia de recursos para guarda de acervo e otimização de espaços.
Parte dos valores obtidos com a fragmentação teve destinação social, disponibilizado à Cooperativa São Matheus (Cooperleste).

Trabalho gerou 57.500 quilos de papel fragmentado
Segundo o diretor da Subsecretaria de Apoio Estratégico às Unidades Judiciárias (UAPA), Alexandre Linguanotes, apesar do trabalho ser volumoso e complexo, a gestão documental tem mantido elevado padrão de produtividade.
“Cada eliminação representa toneladas de papel para a reciclagem, atendendo a crescente necessidade de sustentabilidade institucional.”
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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