Evento, com painelistas de Sorocaba, debateu iniciativas voltadas à prevenção e à solução consensual de conflitos
A Justiça Federal em Sorocaba/SP participou, no dia 11 de setembro, do 2º Simpósio Intercomissões de Soluções Consensuais, realizado na UniMax, em Indaiatuba. O encontro reuniu magistrados, advogados e especialistas para debater iniciativas voltadas à prevenção e à solução consensual de conflitos.
A programação foi dividida em três painéis: Soluções Consensuais na Educação; Justiça Multiportas e Aplicações Práticas, com temas relacionados à Justiça Restaurativa, conciliação, mediação, negociação; e Comunicação Não Violenta.
No primeiro painel, o diretor da 10ª Subseção Judiciária de São Paulo – Sorocaba, juiz federal Luís Antônio Zanluca, apresentou iniciativas de aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade, com destaque para o projeto TRF3 de Portas Abertas.

Professora Ana Trevisan e o juiz federal Luís Antônio Zanluca no evento (Fotos: JF/Sorocaba)
O programa possibilita que estudantes conheçam a estrutura, as competências e o funcionamento da Justiça Federal, promovendo contato direto com magistrados, servidores e atividades desenvolvidas no Fórum. Para Zanluca, iniciativas dessa natureza ajudam a aproximar a população do Judiciário e a mostrar que a solução dos conflitos não precisa estar baseada apenas no confronto.
Ao falar sobre conciliação e mediação, o magistrado destacou a diferença entre a decisão judicial e a construção consensual de uma solução. “Na mediação, busca-se uma solução que faça sentido para as partes e que realmente traga paz aos envolvidos”, afirmou.
O juiz federal também falou sobre o projeto “De Pequeno é que se Aprende a Conciliar”, desenvolvido em Sorocaba com a participação da advogada e conciliadora Rosane Sanches Antunes. A iniciativa leva às escolas conceitos e ferramentas da conciliação e da mediação, como escuta ativa, empatia, respeito e autonomia na resolução de conflitos.
Durante sua exposição, Rosane Sanches destacou que a transformação começa pela própria forma de se relacionar e ouvir o outro. “Primeiramente, eu descobri que tinha que me transformar. Eu tinha que aprender a escutar”, relatou.
A conciliadora explicou que o objetivo não é fazer com que as crianças decidam os conflitos dos colegas, mas oferecer instrumentos para que aprendam a dialogar e a buscar soluções. “Mediador não decide, conciliador não decide. Eles aproximam as partes e utilizam ferramentas para despertar a escuta ativa”, ressaltou.
Segundo Rosane Sanches, o projeto envolve toda a comunidade escolar e utiliza linguagem lúdica para trabalhar conceitos de conciliação e mediação. A proposta busca desenvolver, desde a infância, habilidades relacionadas à empatia, à inteligência emocional e à cidadania.

Ana Trevisan, Luís Antônio Zanluca, Rosana Sanches e a advogada Elizete Scatigna
No segundo painel, dedicado à Justiça Multiportas, a advogada Adriana Rocha, da LexMediare, destacou a importância de avaliar riscos, consequências e necessidades antes da escolha do caminho para a solução de um conflito. Ao relatar um caso concreto levado inicialmente à mediação e, posteriormente, ao Judiciário, chamou a atenção para a responsabilidade dos profissionais do Direito na apresentação das diferentes possibilidades existentes. “Precisamos analisar riscos, consequências e aquilo de que a pessoa realmente precisa”, afirmou.
A advogada Evelin Michelacci abordou a atuação da advocacia dentro do modelo multiportas, destacando o papel do profissional na orientação sobre diferentes meios de solução de conflitos.
O terceiro painel reuniu aplicações práticas. O capitão da Polícia Militar Guilherme Maschio apresentou técnicas de negociação em situações de crise, enquanto a advogada Cristiane Chiofalo falou sobre comunicação não violenta e sua contribuição para a prevenção e a administração de conflitos.
O simpósio também contou com participação solidária, mediante doação de alimentos, produtos de higiene e limpeza ou contribuição financeira destinada à Instituição Manaem, em ação organizada pela comissão de ação social da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Indaiatuba.
O encontro reforçou a importância da atuação integrada entre Judiciário, advocacia, educação e sociedade na construção de uma cultura baseada no diálogo, na cooperação e na solução pacífica dos conflitos.
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
Siga a Justiça Federal da 3ª Região nas redes sociais:
Esta notícia foi visualizada 39 vezes.
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
Email: acom@trf3.jus.br