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14 / setembro / 2026
Justiça Federal em Sorocaba participa de simpósio em Universidade de Indaiatuba 

Evento, com painelistas de Sorocaba, debateu iniciativas voltadas à prevenção e à solução consensual de conflitos 

A Justiça Federal em Sorocaba/SP participou, no dia 11 de setembro, do 2º Simpósio Intercomissões de Soluções Consensuais, realizado na UniMax, em Indaiatuba. O encontro reuniu magistrados, advogados e especialistas para debater iniciativas voltadas à prevenção e à solução consensual de conflitos. 

A programação foi dividida em três painéis: Soluções Consensuais na Educação; Justiça Multiportas e Aplicações Práticas, com temas relacionados à Justiça Restaurativa, conciliação, mediação, negociação; e Comunicação Não Violenta. 

No primeiro painel, o diretor da 10ª Subseção Judiciária de São Paulo – Sorocaba, juiz federal Luís Antônio Zanluca, apresentou iniciativas de aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade, com destaque para o projeto TRF3 de Portas Abertas


Professora Ana Trevisan e o juiz federal Luís Antônio Zanluca no evento (Fotos: JF/Sorocaba) 

O programa possibilita que estudantes conheçam a estrutura, as competências e o funcionamento da Justiça Federal, promovendo contato direto com magistrados, servidores e atividades desenvolvidas no Fórum. Para Zanluca, iniciativas dessa natureza ajudam a aproximar a população do Judiciário e a mostrar que a solução dos conflitos não precisa estar baseada apenas no confronto. 

Ao falar sobre conciliação e mediação, o magistrado destacou a diferença entre a decisão judicial e a construção consensual de uma solução. “Na mediação, busca-se uma solução que faça sentido para as partes e que realmente traga paz aos envolvidos”, afirmou. 

O juiz federal também falou sobre o projeto “De Pequeno é que se Aprende a Conciliar”, desenvolvido em Sorocaba com a participação da advogada e conciliadora Rosane Sanches Antunes. A iniciativa leva às escolas conceitos e ferramentas da conciliação e da mediação, como escuta ativa, empatia, respeito e autonomia na resolução de conflitos. 

Durante sua exposição, Rosane Sanches destacou que a transformação começa pela própria forma de se relacionar e ouvir o outro. “Primeiramente, eu descobri que tinha que me transformar. Eu tinha que aprender a escutar”, relatou. 

A conciliadora explicou que o objetivo não é fazer com que as crianças decidam os conflitos dos colegas, mas oferecer instrumentos para que aprendam a dialogar e a buscar soluções. “Mediador não decide, conciliador não decide. Eles aproximam as partes e utilizam ferramentas para despertar a escuta ativa”, ressaltou. 

Segundo Rosane Sanches, o projeto envolve toda a comunidade escolar e utiliza linguagem lúdica para trabalhar conceitos de conciliação e mediação. A proposta busca desenvolver, desde a infância, habilidades relacionadas à empatia, à inteligência emocional e à cidadania. 


Ana Trevisan, Luís Antônio Zanluca, Rosana Sanches e a advogada Elizete Scatigna 

No segundo painel, dedicado à Justiça Multiportas, a advogada Adriana Rocha, da LexMediare, destacou a importância de avaliar riscos, consequências e necessidades antes da escolha do caminho para a solução de um conflito. Ao relatar um caso concreto levado inicialmente à mediação e, posteriormente, ao Judiciário, chamou a atenção para a responsabilidade dos profissionais do Direito na apresentação das diferentes possibilidades existentes. “Precisamos analisar riscos, consequências e aquilo de que a pessoa realmente precisa”, afirmou. 

A advogada Evelin Michelacci abordou a atuação da advocacia dentro do modelo multiportas, destacando o papel do profissional na orientação sobre diferentes meios de solução de conflitos. 

O terceiro painel reuniu aplicações práticas. O capitão da Polícia Militar Guilherme Maschio apresentou técnicas de negociação em situações de crise, enquanto a advogada Cristiane Chiofalo falou sobre comunicação não violenta e sua contribuição para a prevenção e a administração de conflitos. 

O simpósio também contou com participação solidária, mediante doação de alimentos, produtos de higiene e limpeza ou contribuição financeira destinada à Instituição Manaem, em ação organizada pela comissão de ação social da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Indaiatuba. 

O encontro reforçou a importância da atuação integrada entre Judiciário, advocacia, educação e sociedade na construção de uma cultura baseada no diálogo, na cooperação e na solução pacífica dos conflitos. 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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