Momentos marcantes da história do país e da instituição são retratados
Vinte e cinco anos após sua criação, a exposição do Centro de Memória da Justiça Federal em São Paulo ressurge em formato digital, reunindo 22 painéis que retratam momentos marcantes da história do país e da própria instituição.
Inaugurada em 2001 e apresentada em diversas cidades, a mostra foi redescoberta em 2026 e passa a integrar as ações de preservação da memória institucional.
A exposição apresenta documentos raros do acervo da Justiça Federal, incluindo a reprodução da primeira Constituição da República e processos sobre escravidão, disputas de terras, imigração, propriedade industrial e falsificação de moeda.
Também compõem a mostra importantes episódios da história paulista e brasileira, como a Greve Geral de 1917, a primeira da história do país; a Revolta da Armada, levante da Marinha brasileira, que, insatisfeita com a recém-proclamada República, exigia a renúncia do presidente Floriano Peixoto; e movimentos políticos da década de 1930.

Formato digital apresenta os painéis históricos
Entre os destaques estão o documento mais antigo do acervo, uma ação de penhora de escravos do período colonial, mapas históricos, cartas, fotografias, patentes relacionadas à economia cafeeira e processos judiciais que ajudam a compreender transformações sociais, econômicas e políticas do Brasil.
A iniciativa também ressalta a importância da gestão documental e da preservação dos registros judiciais, permitindo que documentos históricos continuem acessíveis às futuras gerações.
“Os 25 anos do primeiro Centro de Memória celebram o fato de que o primeiro olhar lançado sobre um acervo tão importante se transformou na base da manutenção da história da instituição”, enfatizou Ruth Villar.
O diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, juiz federal Márcio Satalino Mesquita, disse que os painéis voltarão a servir ao propósito de preservar a memória da instituição, criada há mais de 130 anos.
“Nessa oportunidade gostaria de cumprimentar os servidores envolvidos nesse trabalho pela dedicação empenhada e convidar a todos para apreciar essa viagem no tempo da nossa Justiça Federal”, ressaltou o magistrado.
A juíza federal Regilena Emy Fukui Bolognesi foi coordenadora do Centro. Para ela, sua criação foi um desafio, “especialmente por não haver nenhum centro de memória do Poder Judiciário para servir de modelo. E graças ao seu resultado positivo, outros se seguiram”.
A magistrada lembrou uma célebre frase da obra-prima de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha: A história é êmula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.
“Talvez esta exposição sirva como uma bela advertência ao futuro”, observou a juíza federal.
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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