No ano em que se comemora os 400 anos da primeira edição da obra de Miguel de Cervantes, "Dom Quixote", a Revista Justiça e Cidadania e a Caixa Econômica Federal patrocinam a entrega do Troféu Dom Quixote às personalidades que se destacaram pelas lutas em defesa da ética, da moralidade, da dignidade, da justiça e dos direitos da cidadania.
Na noite de ontem (14/3), seis desembargadores federais do Tribunal Regional Federal da 3ª Região receberam o troféu. A presidente do TRF3, Anna Maria Pimentel, a vice-presidente, Diva Malerbi, o corregedor-geral Baptista Pereira, os ex-presidentes José Kallás e Márcio Moraes e o desembargador federal Newton de Lucca.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Peçanha Martins conduziu a cerimônia, enfatizando que o personagem de Dom Quixote se marcou pela sua personalidade sempre em defesa das liberdades humanas.
Para o editor da Revista Justiça e Cidadania, Orpheu Santos Salles, na obra de Cervantes, ao falar do juiz, Dom Quixote se refere à efetivação da justiça. "Sem justiça e sem direito não há nada que se iguale ao bem que todos desejamos", disse ele.
Para a presidente do TRF3, desembargadora federal Anna Maria Pimentel, Dom Quixote fala de liberdade como o maior bem que o homem pode ter. "Quem garante liberdade é a Justiça. O Judiciário sonha, em preservando sua liberdade, agir para bem servir o povo brasileiro", concluiu a desembargadora.
Também receberam a homenagem, o vice-governador de São Paulo Cláudio Lembo, os juristas Miguel Reale e Ives Gandra, o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos, a deputada federal Zulaiê Cobra Ribeiro, o jornalista Francisco Viana, o diretor da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro, Armando Martins Laudório, o presidente da Caixa Econòmica Federal Jorge Eduardo Levi Mattoso e o bibliófilo e membro da Academia Paulista de Letras, José Mindlin.
O jurista Miguel Reale foi aplaudido de pé, ao citar Cervantes como o mestre da ironia. 'A ironia é a razão, a busca de si mesmo. Olhar para a experiência humana ao longo dos anos, indagar da verdade e reconhecer que é impossível assenhorar-se dela. Tudo isso é ironia, a ironia que deve ser a guia nossa porque é através dela que nós reconhecemos a nossa própria felicidade. A idade nos tira muita coisa mas também nos dá outras." concluiu Miguel Reale.

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