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26 / março / 2008
PALESTRA SOBRE DESAFIOS E TENDÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA ENCERRA SEMINÁRIO JUDICIÁRIO-MÍDIA

Evento realizado pela Escola de Magistrados e Assessoria de Comunicação do TRF3 contou com a exposição do jornalista Francisco Vianna

O segundo e último dia do evento Juiz e Repórter: falando a mesma língua - 1º Seminário Judiciário-Mídia da Justiça Federal da 3ª Região, promovido pela Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em parceria com a Escola de Magistrados para discutir a relação entre a Justiça e a Mídia teve, na opinião dos juízes presentes, um caráter quase pedagógico.

O jornalista Francisco Vianna tratou com muita clareza o tema, trazendo sua experiência de mais de 30 anos de jornalismo, exercido em veículos da grande imprensa, como o jornal O Globo e a revista IstoÉ, como articulista da revista Imprensa e também como professor e consultor em comunicação pública e corporativa. Para ele, há um grande desconhecimento do que é o trabalho da imprensa e o relacionamento positivo com a mídia só se dá com a compreensão dos elementos fundamentais que norteiam o exercício do bom jornalismo, que evita os exageros, pré-julgamentos e a notícia tratada como espetáculo.

Ao trazer aos juízes as primeiras noções de mídia training (treinamento de mídia), Francisco Vianna explicou que aquele que vai dar entrevista precisa ser preparado para todas as situações que possam ocorrer, sobretudo os imprevistos. Neste contexto, é comum um repórter fazer uma pergunta para o qual o entrevistado não tem uma resposta já planejada. O entrevistado deve ter em mente que o que se espera dele é que consiga responder as questões básicas do jornalismo: “quem, quando, onde, como, porque e em que contexto”.

Comparando o Jornalismo ao Direito, ele lembra que o trabalho do jornalista se assemelha, muitas vezes, ao do promotor de justiça na busca da elucidação dos fatos. O ponto de partida do jornalista é sempre a busca de argumentos que fundamentem a tese contida na pauta e cabe ao entrevistado relatar a verdade com a maior clareza e transparência possível para que a notícia publicada seja fiel ao que foi dito.

Como dica aos juízes, Francisco Vianna diz que o melhor a se fazer é evitar o conflito no relacionamento com a mídia, porque "embora o trabalho jornalístico tenha um forte viés de crítica, o Judiciário deve ocupar espaço para mostrar sua verdade, suas ações positivas, traçando projetos e estratégias de comunicação bem delineados na construção de sua imagem, reputação e identidade".

Para Francisco Vianna, mostrar é tão importante como fazer. “Se o trabalho da Justiça não tiver visibilidade é como se ele não existisse. Por isso, o trabalho do assessor de imprensa hoje é muito mais do que abrir portas. Ele deve orientar seu assessorado e investir no bom relacionamento dele com a imprensa”, conclui.

Demonstrando grande entusiasmo e interesse no conteúdo da exposição, a desembargadora federal Consuelo Yoshida, diretora acadêmica da Emag, presidiu a mesa no segundo dia de seminário na companhia da desembargadora Marisa Santos, coordenadora dos Juizados Especiais Federais da 3ª Região e também diretora suplente da Emag, e do juiz federal Renato Toniasso, diretor da Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul. Também participaram dos debates os juízes federais
Paulo Sérgio Domingues, convocado em auxílio à Presidência, e Rodrigo Zacharias, vice-diretor para o interior da Seção Judiciária de São Paulo, além de outros juízes, diretores, assessores e servidores da Justiça Federal da 3ª Região.

Selma Alcântara
Assessoria de Comunicação 

 

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Assessoria de Comunicação Social do TRF3

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