Espaços no Fórum em Campo Grande simbolizam modernização e integração institucional
A Justiça Federal em Mato Grosso do Sul realizou, no dia 20 de fevereiro, em Campo Grande/MS, solenidade marcada por inaugurações e anúncios estratégicos que simbolizam a modernização institucional e o fortalecimento da integração entre magistrados, servidores e a sociedade. O evento celebrou a criação de um espaço de apoio ao Núcleo de Justiça 4.0 e a inauguração do Centro de Memória da Seção Judiciária.
O presidente do Tribunal Regional Federal 3ª Região (TRF3), desembargador federal Carlos Muta, ressaltou que a iniciativa representa uma aproximação entre a primeira e a segunda instâncias.
“A Justiça Federal em Mato Grosso do Sul só tem a ganhar com a implementação da Justiça 4.0, a descentralização da jurisdição por meio da Turma Regional e o reconhecimento nacional das práticas inovadoras, como os Juizados Especiais Federais Itinerantes. Esses avanços são fruto de um trabalho coletivo e contínuo”, enfatizou.
A solenidade contou com a participação do vice-presidente e presidente eleito do TRF3 para o biênio 2026-2028, desembargador federal Johonsom di Salvo; do corregedor regional da Justiça Federal da 3ª Região, desembargador federal Nelton dos Santos; da coordenadora dos Juizados Federais e das Turmas Recursais da 3ª Região, desembargadora federal Consuelo Yoshida; do vice-diretor do Foro da SJMS, juiz federal Luís Augusto Iamassaki Fiorentini; magistrados e servidores.
Solenidade de instalação do Espaço da Justiça 4.0 (Fotos: Acom/TRF3)
O espaço de apoio ao Núcleo Justiça 4.0 vai funcionar como um ambiente compartilhado (“coworking”) destinado a equipes que atuam em unidades totalmente virtuais. A proposta é oferecer mais celeridade ao atendimento, por meio de trabalho integrado por magistrados e servidores de diferentes localidades, contribuindo para o equilíbrio das demandas na região.
A diretora do Foro da Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul (SJMS), juíza federal Monique Marchioli Leite, destacou que as iniciativas acompanham as transformações tecnológicas do Judiciário. Elas preservam o sentimento de pertencimento dos servidores, inclusive daqueles lotados em unidades virtuais, oferecendo um espaço institucional de apoio às unidades judiciárias.
Espaço de apoio para integrantes da Justiça 4.0
Ao falar sobre o Centro de Memória da SJMS, Monique ressaltou a importância de preservar registros históricos, como livros, imagens de itinerâncias e itens relacionados a processos de destaque.
“A proposta é modernizar sem esquecer a memória institucional, renovando o espaço com novos acervos”.
O juiz federal Ney Gustavo Paes de Andrade, um dos responsáveis pela comissão que estruturou o Centro de Memória, explicou que a área reúne processos e objetos marcantes da trajetória da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, incluindo o primeiro processo do estado, de 1980, relacionado a crime de descaminho, além de casos de repercussão nacional e registros da Justiça Itinerante.
Outros itens expostos são o primeiro livro de protocolo geral, iniciado na instalação da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, em 12 de dezembro de 1980, máquinas de ponto e o primeiro livro de Rol de Culpados do Estado.
“O acervo preserva o passado, valoriza o presente e projeta o futuro da instituição”, disse.
Centro de Memória reúne registros históricos, livros, imagens de itinerâncias e itens relacionados a processos relevantes
O desembargador federal Jean Marcos relembrou sua trajetória de mais de 30 anos na magistratura, destacando que sua história profissional se confunde com a evolução da Justiça Federal. Ele enfatizou o crescimento estrutural, tecnológico e humano da instituição.
“Quero participar do próximo marco: a construção e inauguração da nova sede, consolidando a sequência de transformações que presenciei”, disse.
Já a servidora e artista plástica Luciana Fischer, autora da exposição temporária inaugurada junto ao Centro de Memória, afirmou que a arte contribui para preservar a memória afetiva e valorizar a cultura regional, especialmente dos povos. Suas obras, feitas em grafite e aquarela, retratam a beleza natural do estado e homenageiam os povos indígenas da região.
“Estou honrada e feliz por integrar um projeto significativo tanto para a instituição quanto para minha trajetória artística.”
Local reúne a galeria dos diretores do Foro da SJMS
O Centro de Memória também inaugurou a nova Galeria dos Diretores do Foro, com a aposição do retrato do juiz federal Ricardo Damasceno de Almeida, que dirigiu a SJMS de 2018 a 2022.
A solenidade reforçou o compromisso da Justiça Federal com inovação, memória institucional e aproximação com a sociedade sul-mato-grossense. A visitação ao Centro de Memória pode ser realizada de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, no Fórum Federal, localizado na Rua Delegado Carlos Roberto Bastos de Oliveira, nº 128, Jardim Veraneio, Campo Grande.
Luciana Fischer, Johonsom di Salvo, Carlos Muta e Consuelo Yoshida ao lado da exposição temporária
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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