Ao mesmo tempo em que manifestamos intensa solidariedade à família da jovem magistrada gaúcha Mariana Francisco Ferreira e lamentamos a morte prematura de um grande talento da Judicatura Nacional ocorrida durante a sublime busca de ser Mãe, repudiamos com veemência o pérfido uso de uma charge patife para atingir a magistratura nacional valendo-se de uma tragédia que enlutou o conjunto de juízas e juízes de nossa terra.
A grotesca exibição de uma lápide grosseiramente desenhada para enxovalhar a magistratura brasileira conectando o repugnante desenho e as infames palavras que o preenchem, com o óbito que enluta todas as pessoas de bem do Brasil, não tem nada de jornalismo e tem tudo de crueldade, mau gosto e putrefação ideológica.
Porém, o mal está feito. Não há retorno possível. A sociedade já tomou ciência da perfídia cometida na página A2 do jornal Folha de S. Paulo, edição de 9/5, sábado, véspera do Dia das Mães. A boa magistratura, aquela impregnada de ética e republicanismo, aquela que conhece tanto sua grandeza quanto os seus limites, seguirá firme em linha reta, pranteando os seus e as suas que nos deixaram precocemente. Aqui, continuaremos arrostandos sem temor quem se vale de zombarias a título de crítica. O tempo dará a todos o verdadeiro valor.
Luís Antonio Johonsom di Salvo
Presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região
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