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16 / janeiro / 2026
Próximo Juizado Itinerante de Mato Grosso do Sul será na comunidade quilombola Furnas do Dionísio, em 5 e 6 de fevereiro

Moradores anteciparam principais necessidades relacionadas a cidadania e justiça para representantes da Justiça Federal que visitaram a área 

O próximo Juizado Especial Federal Itinerante de Mato Grosso do Sul será na comunidade quilombola Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari, cerca de 43 quilômetros de Campo Grande, nos dias 5 e 6 de fevereiro. O atendimento será na Escola Estadual Zumbi dos Palmares. 

A diretora do Foro da Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul, juíza federal Monique Marchioli Leite, e outros representantes da Justiça Federal realizaram, em 15 de janeiro, visita institucional à área. 

Moradores e líderes anteciparam as principais carências relacionadas a cidadania e justiça. A presidente da Associação de Moradores, Maria Aparecida, e membros da comunidade citaram questões previdenciárias, assistenciais e documentais, entre outras demandas. 


Reunião da Justiça Federal com membros da comunidade identificou principais necessidades relacionadas a cidadania e justiça (Foto: SJMS) 

A realização do Juizado Itinerante busca fortalecer a cidadania e garantir direitos, reafirmando o compromisso da Justiça Federal em ouvir, compreender e atender, de forma direta, as necessidades das populações tradicionais. 

Com a ação, o Poder Judiciário aproxima-se de grupos em situação de maior vulnerabilidade social e com dificuldade de acesso a serviços públicos por residirem em locais distantes. 

História e tradição 

Furnas do Dionísio é uma das comunidades mais antigas e populosas de Mato Grosso do Sul. Surgiu na década de 1890, quando o fundador, Dionísio Antônio Vieira, ex-escravizado proveniente de Minas Gerais, chegou à região em busca de terras férteis para a plantação de subsistência. 

Cerca de 450 pessoas vivem na área, em pequenos sítios e chácaras. A localidade tem forte tradição agrícola, com a produção artesanal de derivados da cana-de-açúcar, como rapadura, açúcar mascavo e melado, além de produtos oriundos da mandioca, como a farinha. Também há cultivo de hortaliças, milho, tomate e banana e criação de animais. 

O excedente é comercializado na Ceasa (Central de Abastecimento) de Campo Grande ou vendido diretamente a visitantes da área. 

A população local depende de incentivos e políticas públicas para manutenção e desenvolvimento social. 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3   

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