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21 / maio / 2026
Intercâmbio entre Justiça Federal da 3ª Região e Universidade Mackenzie desenvolve iniciativas de inovação   

Protótipos são voltados à população vulnerável; apresentação ocorreu no iJuspLab  

Estudantes de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie apresentaram, em 20 de maio, dois projetos de inovação aplicados ao sistema de justiça desenvolvidos em oficinas realizadas no Laboratório de Inovação da Justiça Federal de São Paulo (iJuspLab).  

A iniciativa é fruto do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Justiça Federal da 3ª Região (JF3R) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie, para a elaboração de ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). 

No período de março a maio, 17 alunos, divididos em dois grupos, buscaram alternativas para solucionar problemas de acesso à justiça enfrentados pela população vulnerável. 

A atividade foi supervisionada pelo juiz federal Paulo Cezar Neves Junior, que atua como professor na universidade e coordena o projeto de extensão Laboratório de Inovação em Direito (MackLegalLab).   


Magistrados, professores, membros da defensoria, servidores e estudantes no iJuspLab (Fotos: Acom/TRF3) 

Durante as oficinas, os estudantes tiveram o apoio das laboratoristas da JF3R, Renata Rodrigues Martins e Camila Godoi Hampariam. A ferramenta utilizada foi o “design thinking”, abordagem criativa, colaborativa e inovadora de resolução de problemas. 

A apresentação dos projetos e diagnósticos ocorreu no iJuspLab. No início do evento, o diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, juiz federal Márcio Satalino Mesquita, explicou que a iniciativa é uma oportunidade para construir e compartilhar conhecimentos.    

Protótipos 

O primeiro projeto consiste na realização de mutirões nas comunidades para levar informação jurídica gratuita de forma simples, acolhedora e sem burocracia.  

“Muitos cidadãos não têm conhecimento dos seus direitos e necessitam dessa assistência”, explicou a estudante Bárbara Righi Manso. 

Já o segundo prevê a instalação de um totem inteligente de autoatendimento na Defensoria Pública, integrado ao aplicativo do órgão, e a criação de um roteiro de apoio ao estagiário. 


Participantes debateram soluções voltadas à população vulnerável  

“A finalidade é otimizar a prestação dos serviços”, completou a acadêmica Fernanda Bertoni. 

O defensor da Defensoria Pública de Estado de São Paulo, Denner Luiz Silva, destacou o diálogo entre o órgão e os participantes durante a elaboração do projeto.  

“Os alunos se dedicaram a entender o funcionamento da Defensoria e a extrair dados que pudessem ser aplicados em possíveis melhorias.” 

O juiz federal Paulo Cezar Neves avaliou a experiência pioneira e os resultados alcançados. 

“Foi um período muito rico. Essas ideias são úteis para o Poder Judiciário, para os estudantes, para a universidade e podem trazer benefícios para toda a sociedade”, concluiu. 

Participaram do evento os juízes federais Raecler Baldresca (coordenadora do iJusplab), Paulo Marcos Rodrigues de Almeida e Caio Moysés de Lima; e os professores da Universidade Mackenzie, Felipe Chiarello de Souza Pinto (diretor da Faculdade de Direito), Júlio de Souza Comparini  e Ricardo de Abreu Barbosa. 


Iniciativa é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Justiça Federal da 3ª Região (JF3R) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie 

Assessoria de Comunicação Social do TRF3 

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