Arma que emite ondas elétricas e paralisa o agressor passará a ser utilizada no Tribunal Regional Federal da 3ª Região
A Secretaria de Segurança Institucional do Tribunal Regional Federal da 3ª Região realizou, nesta segunda e terça-feiras (17 e 18/03), treinamento especial com os agentes de segurança para a utilização de arma não-letal que paralisa o agressor. Segundo o diretor da Secretaria de Segurança, Geraldo Costa de Vasconcelos Filho, “com este treinamento os agentes de segurança ficarão melhor equipados e preparados para proteger o público interno e externo”.
Caso um agente de segurança do TRF3 precise acionar o gatilho da Taser, bastará uma fração de segundos para o indivíduo atingido cair no chão. A vantagem é que o agressor continua vivo e consciente depois do tiro, mas não consegue se mexer. A descarga elétrica da Taser age direto nas ondas cerebrais, o que provoca a imobilização do suspeito.
As pistolas são produzidas pela empresa americana Taser International. A representante da Taser no Brasil, a empresa Seguritec, de Porto Alegre (RS), foi a responsável pelo treinamento dos agentes na sede do TRF3, em São Paulo. A arma é indicada para situações de conflitos urbanos, seqüestros com reféns, suspeitos violentos, transferências de presos e outras situações em que as tentativas de negociação pacífica falharem.
De acordo com Elton Clemente, diretor da Seguritec, "não existe a mínima possibilidade do equipamento causar a morte de alguém ou sequer do Taser causar uma interferência, inclusive em um sujeito cardíaco ou que faça utilização do marcapasso”.
O treinamento dos agentes teve parte teórica e prática, baseada em um vídeo de simulações de uso. Os agentes puderam experimentar de perto o uso do equipamento. O agente de segurança Valdecir Pereira da Silva, de Mato Grosso do Sul, sentiu os disparos na própria pele e testemunhou que não conseguiu se mexer, mas que quase não sentiu dor.
Por questões de segurança, a Taser possui um datador, que armazena informações sobre os últimos 586 disparos, com data, hora e duração. Durante a descarga elétrica, ela emite dezenas de confetes com número de série do cartucho, o que permite identificar o agente que fez o disparo. Com isso, o sistema também inibe que o equipamento seja mal utilizado.
Geraldo Vasconcelos ressalta que os agentes aguardarão a certificação, que virá do Estados Unidos, após a realização de uma prova. Depois do curso e das provas, eles receberão a carteira de operador Taser com o número do certificado. O equipamento também possui número de registro, com munição controlada.
A arma é utilizada em mais de 47 países. No Brasil, o uso do equipamento foi liberado para empresas particulares recentemente, mas já vem sendo utilizado em guardas municipais, sistema penitenciário e pelas polícias Civil e Militar. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região é o primeiro órgão do Judiciário Federal a utilizar o equipamento.
Ester Laruccia
Assessoria de Comunicação
João Fábio Kairuz / TRF3 |
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1.- Em demonstração, o técnico imobiliza um agente após paralisá-lo com a Taser |

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Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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