Nesta quinta-feira, 31 de julho, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região reuniram-se em Sessão Plenária Extraordinária Solene, com a finalidade de prestar homenagem ao desembargador federal Jediael Galvão Miranda, falecido em acidente automobilístico no último dia 24.
A solenidade foi presidida pela presidente do TRF3, desembargadora federal Marli Ferreira, e contou com a presença da procuradora Luíza Cristina Frischeisen, chefe da Procuradoria Regional da República da 3ª Região; do advogado João Batista de Oliveira, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo, e do juiz federal Fernando Mattos, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE. Estavam presentes ao evento a esposa do homenageado, Maria Inês dos Santos Miranda e seu filho Tarsis.
O assessor Heriveltton Peixoto Ribeiro fez um breve discurso em nome dos servidores, destacando a convivência com o desembargador nos momentos de atuação no Tribunal, cuja presença marcou cada um que trabalhou com ele. “Aprendemos mais sobre unidade, comunhão, humildade, força e alegria com foco no objetivo da entrega de uma prestação jurisdicional célere e eficiente”, declarou. Para o servidor, o desembargador sempre acreditou ser possível vencer o bom combate, “um verdadeiro e excelente líder, um exemplo a ser seguido”, afirmou Heriveltton.
O coral dos servidores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, regido pelo maestro Valter Satomi, apresentou as canções “Cio da Terra”, de Milton Nascimento e Chico Buarque; e “Canção da América”, também de Milton Nascimento em parceria com Fernando Brandt.
Jediael Galvão era um dos diretores da Ajufe, e em sua manifestação o presidente da entidade, juiz federal Fernando Mattos, lembrou da importância de sua força ao atuar e defender os interesses da categoria. “Ele se apresentava como incansável na defesa dos nossos direitos, dos nossos interesses”.
“O desembargador federal Jediael era um ser humano que tinha crenças, mas não só a crença religiosa, também acreditava na potencialidade das pessoas, na ação humana, no poder do Direito, na possibilidade de se fazer Justiça”, argumentou a procuradora Luíza Cristina Frischeisen, lembrando que o desembargador não teve tempo de cumprir toda a sua missão, pois ainda tinha muito a fazer pela frente, mas que deixa boas lembranças da pessoa correta e sorridente que era.
CURRICULUM VITTAE
Coube ao desembargador federal Castro Guerra apresentar a trajetória de vida e conquistas do homenageado, onde se evidenciou desde cedo a tendência e o preparo para a vida jurídica. “Era uma figura humana de trato simples e afável, mas determinado em extremo”, destaca Castro Guerra, acrescentando que o companheiro apostava na interação das pessoas como era a característica de sua personalidade conciliatória. “Esse jeito de ver as coisas forjou, indubitavelmente, marca indelével de sua conduta e seus hábitos”.
Ele nasceu no dia 31 de julho de 1962, na cidade de Itarantim, no estado da Bahia, e estaria completando 46 anos na data de hoje. Bacharelou-se em Direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos em 1985. Trabalhou como auxiliar e escrevente de cartório judicial, delegado de polícia e promotor de Justiça até 1993. Neste mesmo ano, foi designado juiz federal substituto da Justiça Federal da 3ª Região. Especializou-se em Direito Público pela Escola de Magistrados em convênio com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Em 1997, tornou-se juiz titular da Subseção Judiciária de São José dos Campos e tomou posse como desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em 21 de maio de 2003. É autor do livro “Direito da Seguridade Social”, lançado em 2007 pela Editora Campus.
“Está na memória dos desembargadores e dos juízes que atuaram ao lado dele, neste Tribunal, na Seção e na 10ª Turma, a camaradagem que o distinguia de forma invulgar e o empenho que tinha em compor a lide de forma justa segundo seu conhecimento sobre a matéria”, enfatizou Castro Guerra, acrescentando que a habilidade em argumentar e dialogar do desembargador Jediael Galvão Miranda foi essencial à convivência harmoniosa entre os membros deste Tribunal.
A esposa de Jediael Galvão recebeu das mãos dos desembargadores federais Antônio Cedenho e Carlos Muta o Colar do Mérito Judiciário Ministro Pedro Lessa, que o desembargador recebeu no dia de sua posse no Tribunal Federal da 3ª Região.
O Órgão Especial do TRF3, em decisão unânime, decidiu dar o nome de Desembargador Federal Jediael Galvão Miranda ao Fórum da Subseção Judiciária de São José dos Campos.
O desembargador federal Newton De Lucca declamou o poema “A um ausente”, de Carlos Drummond de Andrade. “Este poema escolhido pela desembargadora federal Marisa Santos, reflete bem, acredito eu, o que vai pela alma de todos nós”, disse o desembargador antes de começar sua interpretação.
A presidente Marli Ferreira, com a voz embargada pela emoção, encerrou a homenagem prestada ao desembargador Jediael dizendo o quanto ele era querido e respeitado como cidadão e magistrado atuante. “Que sua mensagem e seu desprendimento possam permanecer como marca indelével em nossos corações e neste Tribunal”.
Edgard Catão / TRF3 |
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1.- O filho, Tarsis, e a esposa, Maria Inês, representaram a família na homenagem ao desembargador federal Jediael Galvão Miranda na Sessão Plenária Extraordinária Solene realizada pelo TRF3 |
Ana Cristina Eiras
Assessoria de Comunicação

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