Práticas criminosas solicitam pagamentos indevidos
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) alerta a população para o golpe do falso advogado, com dicas para fortalecer e proteger a segurança de profissionais e cidadãos.
Criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios de advocacia para enganar pessoas que possuem processos judiciais, utilizando informações reais sobre ações, documentos falsos e perfis enganosos com a finalidade de solicitar pagamentos indevidos.
Os golpistas entram em contato por telefone ou aplicativo de mensagens informando que a vítima tem valores a receber de ação judicial, precatório ou revisão previdenciária. Para dar credibilidade à fraude, enviam documentos com aparência oficial, incluindo supostas decisões judiciais, cálculos e ofícios de liberação de valores.
O golpe se concretiza quando os criminosos exigem depósitos antecipados, geralmente via Pix, sob alegação de pagamento de taxas, impostos, custas cartorárias ou despesas para liberação do dinheiro. Após a transferência, os estelionatários encerram o contato.
Dicas de proteção
Para combater a prática, conheça algumas medidas de proteção:
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Nunca faça pagamentos antecipados sem confirmar diretamente com seu advogado;
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Desconfie de mensagens que transmitam urgência excessiva;
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Verifique a identidade do profissional;
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Não forneça dados pessoais ou bancários por telefone ou aplicativos de mensagem;
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Utilize apenas canais oficiais de comunicação.
Se suspeitar de golpe, entre em contato imediatamente com seu advogado, registre boletim de ocorrência e preserve mensagens, áudios, vídeos e documentos recebidos, que podem servir como prova.
Ações de enfrentamento
A OAB-SP criou também um formulário para receber relatos da prática. Os números demonstram a dimensão do problema. De 2024 a agosto deste ano, já foram registradas 6.340 denúncias.
Além de receber relatos, a plataforma permite identificar padrões, números telefônicos utilizados por criminosos, processos relacionados e valores envolvidos, facilitando o compartilhamento de informações com as autoridades.
A entidade alerta que o esquema evoluiu e deixou de ser apenas um “golpe de WhatsApp”. As investigações apontam uso de automação para coleta de dados, consultas em massa a sistemas judiciais, mascaramento de acessos e atuação coordenada de organizações criminosas de abrangência nacional.
Conheça a cartilha da OAB-SP com informações e dicas de como se prevenir. Acesse também o ConfirmADV, ferramenta nacional de validação da identidade profissional dos advogados.
Assessoria de Comunicação Social do TRF3
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